TIM Brasil mira verticais estratégicas e amplia receita B2B no 2T25

A TIM Brasil encerrou o segundo trimestre de 2025 com lucro líquido normalizado de R$ 976 milhões, uma alta de 20,5% em relação ao 1T25 e de 25% frente ao 2T24. Embora o desempenho do pós-pago siga sustentando grande parte da expansão da receita, o que chamou atenção no trimestre foi o avanço da operadora na área B2B, com crescimento de contratos em verticais específicas e projetos de conectividade fora dos centros urbanos.

A receita no B2B somou R$ 406 milhões em contratos com 109 empresas, por meio do TIM IoT Solutions. A companhia também reforçou sua atuação em infraestrutura crítica com mais de 7 mil km de rodovias cobertas com 4G, por meio de iniciativas como o projeto Way Brasil e parcerias com a Ecorodovias.

Ainda outro destaque do segmento no segundo trimestre, foi a parceria com a Eletrobras, para oferta de desconto de até 30% na conta de energia elétrica para empresas de alta tensão com fatura mensal acima de R$ 10 mil. 

A oferta foi lançada no Paraná e Santa Catarina, com expansão nacional prevista até setembro, mirando um mercado potencial de 2 milhões de clientes.

No total, a receita líquida da TIM cresceu 3,2% em relação ao 1T25, atingindo R$ 6,6 bilhões, enquanto a receita de serviços subiu 2,8% no mesmo intervalo, totalizando R$ 6,4 bilhões. A operadora também manteve crescimento gradual do ARPU móvel, que chegou a R$ 32,70 no 2T25, puxado pelo avanço do pós-pago (+10,7% A/A).

Além da frente comercial, a empresa mostrou evolução nas margens. O EBITDA normalizado subiu para R$ 3,35 bilhões (+8,7% T/T), com margem EBITDA recorde de 50,8%, ante 48,2% no trimestre anterior. O fluxo de caixa operacional livre (FCOL) cresceu 19% A/A, somando R$ 1,13 bilhão, enquanto o Capex foi reduzido em 4,6%.

Na cobertura 5G, a operadora alcança 707 municípios, e reforça sua estratégia de monetização com foco em eficiência e soluções corporativas integradas.