Teletime – Henrique Julião
Um equilíbrio entre aportes privados com investimentos de caráter público (sobretudo a partir dos fundos setoriais contingenciados) será necessário para viabilizar a massificação da conectividade no País. O diagnóstico foi compartilhado tanto pelo presidente da Anatel, Leonardo Euler, quanto pelo COO da Oi, Rodrigo Abreu, durante evento do Movimento Brasil Digital realizado nesta quinta-feira, 21.
“A agenda de telecomunicações tem que estar no centro da agenda pública e legislativa”, mencionou Euler durante apresentação, citando o exemplo do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que a agência quer descontingenciado. “A lei é de 2001 e de lá para cá arrecadamos R$ 22 bilhões em termos nominais e R$ 34 bilhões em valores presente. Quanto foi destinado para massificar [serviços]? Zero, foi tudo pra superávit primário”, lamentou. Vale lembrar que os fundos públicos são alvo de reforma proposta recentemente pelo Ministério da Economia; o Fust pode ser extinto no processo.