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		<title>Brasil &#124; Divulgar conversas de WhatsApp gera dever de indenizar, decide STJ</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2021 11:44:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1200" height="747" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521.jpeg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews whatsapppoliticas vr040521" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521.jpeg 1200w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-300x187.jpeg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-1024x637.jpeg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-768x478.jpeg 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-696x433.jpeg 696w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-1068x665.jpeg 1068w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-675x420.jpeg 675w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" title="Brasil | Divulgar conversas de WhatsApp gera dever de indenizar, decide STJ 3"></div>Agência Brasil &#8211; Felipe Pontes A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que divulgar conversas de Whatsapp sem o consentimento dos participantes ou autorização judicial gera o dever de indenizar sempre que for constatado dano. O entendimento foi alcançado no julgamento do recurso de um homem que fez captura de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1200" height="747" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521.jpeg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews whatsapppoliticas vr040521" decoding="async" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521.jpeg 1200w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-300x187.jpeg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-1024x637.jpeg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-768x478.jpeg 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-696x433.jpeg 696w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-1068x665.jpeg 1068w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2021/05/dplnews_whatsapppoliticas_vr040521-675x420.jpeg 675w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" title="Brasil | Divulgar conversas de WhatsApp gera dever de indenizar, decide STJ 6"></div>
<p class="eplus-7xPlsi wp-block-paragraph"><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">Agência Brasil</a> &#8211; Felipe Pontes</p>



<p class="eplus-OCO9XK wp-block-paragraph">A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que divulgar conversas de Whatsapp sem o consentimento dos participantes ou autorização judicial gera o dever de indenizar sempre que for constatado dano.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1420305&amp;o=node" alt="ebc" title="Brasil | Divulgar conversas de WhatsApp gera dever de indenizar, decide STJ 4"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1420305&amp;o=node" alt="ebc" title="Brasil | Divulgar conversas de WhatsApp gera dever de indenizar, decide STJ 5"></p>



<p class="eplus-oxJEur wp-block-paragraph">O entendimento foi alcançado no julgamento do recurso de um homem que fez captura de tela de conversa de um grupo do qual participava no WhatsApp e divulgou as imagens. Ele já havia sido condenado nas instâncias inferiores a pagar R$ 5 mil para um dos participantes que se sentiu ofendido.</p>



<p class="eplus-BD6kuC wp-block-paragraph">O caso ocorreu em 2015 e envolve um ex-diretor do Coritiba. Na época, o vazamento provocou uma crise interna ao divulgar conversas com críticas à então administração do clube de futebol. Para tentar reverter o dever de indenizar no STJ, ele argumentou que o conteúdo das mensagens era de interesse público, e que não seria ilegal registrá-las.</p>



<h2 class="eplus-BSPEcr wp-block-heading">Votos</h2>



<p class="eplus-LLQYbe wp-block-paragraph">Relatora do caso, a ministra Nancy Andrighi concordou que o simples registro de uma conversa por um dos participantes, seja por meio de uma gravação ou de um&nbsp;<em>print screen</em>&nbsp;(termo inglês para captura de tela), não constitui, em si, um ato ilícito, mesmo que outros participantes do diálogo não tenham conhecimento. O problema encontra-se na divulgação de tais registros, frisou a magistrada.</p>



<p class="eplus-6Z0yoD wp-block-paragraph">Isso porque as conversas via aplicativos de mensagem estão protegidas pelo sigilo das comunicações, destacou a ministra. “Em consequência, terceiros somente podem ter acesso às conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autorização judicial”, afirmou.</p>



<p class="eplus-zN5hGO wp-block-paragraph">A relatora disse em seu voto que “ao enviar mensagem a determinado ou a determinados destinatários via WhatsApp, o emissor tem a expectativa de que ela não será lida por terceiros, quanto menos divulgada ao público, seja por meio de rede social ou da mídia”.</p>



<p class="eplus-xsYLiN wp-block-paragraph">“Assim, ao levar a conhecimento público conversa privada, além da quebra da confidencialidade, estará configurada a violação à legítima expectativa, bem como à privacidade e à intimidade do emissor, sendo possível a responsabilização daquele que procedeu à divulgação se configurado o dano”, afirmou a ministra.</p>



<p class="eplus-S2pQts wp-block-paragraph">Ela foi acompanhada integralmente pelos outros quatro ministros da Terceira Turma – Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva, Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro.</p>



<p class="eplus-jYWCuR wp-block-paragraph">A única exceção, nesses casos, é quando a exposição das mensagens visa resguardar um direito próprio de um dos participantes da conversa, num exercício de autodefesa, decidiram os ministros do STJ. Tal análise, no entanto, deverá ser feita caso a caso pelo juiz. No caso julgado pela Terceira Turma, foi mantida a condenação à indenização.</p>
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