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	<title>PL 4675/25 &#8211; DPL News</title>
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	<title>PL 4675/25 &#8211; DPL News</title>
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		<title>Associação de Google e Meta diz que PL de mercados digitais pode afetar 22 setores</title>
		<link>https://dplnews.com/associacao-de-google-e-meta-diz-que-pl-de-mercados-digitais-pode-afetar-22-setores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[⁨Mayara Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 01:02:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Regulação]]></category>
		<category><![CDATA[ALAI]]></category>
		<category><![CDATA[Big Tech]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="2560" height="1707" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-scaled.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews mercados digitais digitales mf20326 scaled" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-scaled.jpg 2560w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-300x200.jpg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-1024x683.jpg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-768x512.jpg 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-1536x1024.jpg 1536w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" title="Associação de Google e Meta diz que PL de mercados digitais pode afetar 22 setores 1"></div>Associação Latino-Americana de Internet (ALAI) acusa falta de análise técnica enquanto medida avança com urgência na Câmara.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="2560" height="1707" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-scaled.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews mercados digitais digitales mf20326 scaled" decoding="async" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-scaled.jpg 2560w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-300x200.jpg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-1024x683.jpg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-768x512.jpg 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-1536x1024.jpg 1536w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-mercados-digitais-digitales-mf20326-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" title="Associação de Google e Meta diz que PL de mercados digitais pode afetar 22 setores 2"></div>
<p>A proposta de regulação dos mercados digitais prevista no <a href="https://dplnews.com/brasil-impulsa-ley-para-regular-competencia-en-las-big-tech/">PL 4.675/2025</a> e que irá para votação na Câmara dos Deputados em <a href="https://dplnews.com/lei-de-concorrencia-em-mercados-digitais-vai-plenario/">regime de urgência</a>, deve atingir diretamente um grupo restrito de grandes plataformas: cerca de dez.&nbsp;</p>



<p>No entanto, segundo estudo da <strong>Associação Latino-Americana de Internet (ALAI)</strong>, os efeitos econômicos da medida tendem a se espalhar por toda a cadeia digital, chegando a afetar <strong>até 75 plataformas subjacentes e 22 setores</strong>.</p>



<p>No cenário mais provável, entram empresas com <strong>atuação multissetorial</strong> e forte presença digital, como Alphabet (Google), Amazon, Apple, Meta, Microsoft, além de plataformas com peso relevante no Brasil, como Mercado Livre, Uber, iFood (Prosus) e TikTok (ByteDance).</p>



<p>Esses grupos atendem tanto ao critério de faturamento –acima de R$ 50 bilhões globalmente ou R$ 5 bilhões no Brasil–, quanto a múltiplos critérios qualitativos, como efeito de rede, acesso a grandes volumes de dados e atuação em diferentes mercados.</p>



<p>A partir daí, o estudo projeta cenários mais amplos. No primeiro nível de expansão, entram empresas “sob risco de designação”, que também cumprem o critério de faturamento, mas atendem a menos requisitos qualitativos.</p>



<p>A estimativa é que os <strong>custos de conformidade e adaptação regulatória</strong> variem entre <strong>R$ 2,7 bilhões e R$ 11,34 bilhões</strong> ao longo de dez anos, considerando despesas com adequações técnicas, jurídicas e operacionais. </p>



<p>Esses custos, segundo o estudo, também não devem ser absorvidos integralmente pelas plataformas, sendo repassados a anunciantes, vendedores, desenvolvedores e outros usuários profissionais como <em>startups</em>; o que, por sua vez, <strong>pode chegar ao consumidor final </strong>na forma de preços mais altos ou redução de serviços.</p>



<p>A ALAI, que representa Google, Meta (dona de WhatsApp, Instagram e Facebook), X, TikTok, Amazon, Mercado Livre, Airbnb, Rappi, Discord, Expedia, Hotmart e Didi, vem criticando a proposta, acusando <a href="https://alai.lat/urgencia-do-pl-4-675-2025-aumenta-necessidade-de-analise-tecnica-sobre-impactos-concorrenciais-diz-alai/" rel="nofollow noopener" target="_blank">falta de análise técnica</a> e alertando sobre os impactos desde que foi protocolado o requerimento de urgência para sua aprovação.</p>



<p>Neste sentido, o estudo também aponta potenciais efeitos sobre inovação e investimento, com risco de redução no ritmo de lançamento de novos produtos e maior cautela na aprovação de projetos, diante do aumento da incerteza regulatória.&nbsp;</p>



<p></p>
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		<title>Lei de concorrência em mercados digitais vai ao Plenário</title>
		<link>https://dplnews.com/lei-de-concorrencia-em-mercados-digitais-vai-plenario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[⁨Mayara Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 16:51:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Regulação]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[mercados digitais]]></category>
		<category><![CDATA[PL 4675/25]]></category>
		<category><![CDATA[relevante Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1000" height="617" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-gilbertoabramo-mf19326.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews gilbertoabramo mf19326" decoding="async" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-gilbertoabramo-mf19326.jpg 1000w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-gilbertoabramo-mf19326-300x185.jpg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-gilbertoabramo-mf19326-768x474.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" title="Lei de concorrência em mercados digitais vai ao Plenário 3"></div>A Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de urgência de Gilberto Abramo (Republicanos-MG) para votação do projeto que fiscalizará, no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a concorrência nos mercados digitais. Com isso, o PL 4675/25 vai direto ao Plenário, sem análise prévia nas comissões. Apresentado ao Congresso pelo governo federal em setembro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1000" height="617" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-gilbertoabramo-mf19326.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews gilbertoabramo mf19326" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-gilbertoabramo-mf19326.jpg 1000w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-gilbertoabramo-mf19326-300x185.jpg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2026/03/dplnews-gilbertoabramo-mf19326-768x474.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" title="Lei de concorrência em mercados digitais vai ao Plenário 4"></div>
<p>A Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de urgência de <strong>Gilberto Abramo</strong> (Republicanos-MG) para votação do projeto que fiscalizará, no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a concorrência nos mercados digitais. Com isso, o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2562481" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">PL 4675/25</a> vai direto ao Plenário, sem análise prévia nas comissões.</p>



<p>Apresentado ao Congresso pelo governo federal em setembro de 2025, o PL de mercados digitais cria a <strong>Superintendência de Mercados Digitais (SMD)</strong> e mira <strong>grupos com faturamento global superior a R$ 50 bilhões (US$ 9,4 bilhões*) </strong>ou R$ 5 bilhões no Brasil (US$ 951,6 milhões).</p>



<p>Companhias com presença em múltiplos mercados ou serviços (verticais), com posição estratégica a terceiros (como marketplaces), forte impacto no tráfego online e acesso a dados relevantes, são algumas das características listadas.</p>



<p>Seu objetivo é <strong>impor obrigações</strong> como interoperabilidade, portabilidade de dados e transparência às grandes plataformas (<a href="https://dplnews.com/trump-anuncia-sobretaxa-de-50-ao-brasil-e-justifica-censura-a-big-techs/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>big techs</strong></a>) com <strong>&#8220;relevância sistêmica&#8221;</strong>, para evitar abuso de poder econômico, favorecimento próprio e concentração de mercado.</p>



<p class="has-text-align-center has-background" style="background-color:#fff6f9"><strong>Leia também: </strong><a href="https://dplnews.com/brasil-e-europa-vao-cooperar-em-litio-minerais-e-terras-raras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Brasil e Europa vão cooperar em lítio, minerais e terras raras</strong></a></p>



<p>A medida, contudo, foi criticada por associações do setor privado. A <strong>Associação Latino Americana de Internet (ALAI)</strong> já tinha <a href="https://dplnews.com/lei-dos-mercados-digitais-no-brasil-alai-alerta-para-riscos-de-seguir-modelo-europeu/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">se manifestado contra o pedido de urgência</a>, alegando a falta de comprovação de falhas de mercado, introduzindo incerteza jurídica.</p>



<p>Para a Associação, a proposta cria barreiras que podem penalizar <em>startups</em> que dependem de publicidade digital e serviços oferecidos por grandes plataformas, além de aumentar o custo para o cumprimento de obrigações, o que levaria ainda a uma sobreposição institucional do Cade.</p>



<p>A entidade aponta também que o PL de mercados digitais segue os moldes do modelo europeu, o <strong>Digital Markets Act (DMA)</strong>, que é uma lei <em>ex ante</em>, vista como rígida e limitante à inovação e competitividade.</p>



<p>Para entrar na pauta de votação em Plenário, o PL de mercados digitais ainda depende de despacho do presidente da Câmara dos Deputados.</p>
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		<title>Brasil propõe terceira via para regular players dominantes em mercados digitais</title>
		<link>https://dplnews.com/brasil-propoe-terceira-via-para-regular-players-dominantes-em-mercados-digitais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[⁨Mayara Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 15:28:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Cade]]></category>
		<category><![CDATA[mercados digitais]]></category>
		<category><![CDATA[PL 4675/25]]></category>
		<category><![CDATA[relevante Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1300" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="bolet 22sep25" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25.jpg 1920w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25-300x203.jpg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25-1024x693.jpg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25-768x520.jpg 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25-1536x1040.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" title="Brasil propõe terceira via para regular players dominantes em mercados digitais 5"></div>O Projeto de Lei (PL) 4675/25, encaminhado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional , propõe a criação de uma Superintendência de Mercados Digitais no âmbito do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), com competência para designar plataformas de “relevância sistêmica” e impor-lhes obrigações específicas. Segundo uma fonte do governo que pediu anonimato, a decisão política foi separar o pacote de concorrência do projeto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1920" height="1300" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="bolet 22sep25" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25.jpg 1920w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25-300x203.jpg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25-1024x693.jpg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25-768x520.jpg 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2025/09/bolet-22sep25-1536x1040.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" title="Brasil propõe terceira via para regular players dominantes em mercados digitais 6"></div>
<p>O Projeto de Lei <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3003060&amp;filename=PL%204675/2025" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><strong>(PL) 4675/25,</strong></a> encaminhado <a href="https://dplnews.com/lula-envia-congresso-pl-que-amplia-poderes-do-cade-sobre-big-tech/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional</a> , propõe a criação de uma <strong>Superintendência de Mercados Digitais</strong> no âmbito <strong>do CADE</strong> (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), com competência para designar plataformas de “relevância sistêmica” e impor-lhes obrigações específicas.</p>



<p>Segundo uma fonte do governo que pediu anonimato, a decisão política foi separar o pacote de concorrência do projeto de lei de &#8220;serviços digitais&#8221;, justamente para reduzir a resistência e evitar que o governo seja <a href="https://dplnews.com/trump-anuncia-sobretaxa-de-50-ao-brasil-e-justifica-censura-a-big-techs/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acusado de perseguir plataformas</a> . O resultado é um texto que dialoga com experiências internacionais, mas busca se adaptar à realidade brasileira.</p>



<p>A proposta substitui&nbsp;<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12529.htm" rel="noreferrer noopener nofollow" target="_blank">a Lei nº 12.529/2011</a>&nbsp;e surge após a ofensiva de Donald Trump contra a soberania brasileira, embora já estivesse em discussão desde 2023 e tivesse sido adiada em diversos momentos para evitar confusão com o debate sobre regulação de conteúdo online.</p>



<p>As medidas previstas incluem interoperabilidade e portabilidade de dados, restrições a práticas de autopreferência e <a href="https://dplnews.com/moraes-da-24-horas-outra-vez-para-x-indicar-representante-no-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">presença legal no Brasil</a> , sob pena de multa diária de R$ 20.000 (US$ 3.740), que pode ser multiplicada por até 50. De acordo com o texto, os objetivos são reduzir barreiras à entrada, proteger o processo competitivo e promover a liberdade de escolha.</p>



<p><a href="https://dplnews.com/ley-de-mercados-digitales-entro-en-vigor-en-la-ue-para-controlar-el-poder-de-los-gigantes-tecnologicos/">A Lei de Mercados Digitais</a>&nbsp;(DMA) da União Europeia é um precedente&nbsp;, aclamada como um esforço pioneiro para limitar o poder de grandes plataformas tecnológicas, mas&nbsp;<strong>recebeu críticas significativas.</strong></p>



<p>Principalmente porque suas disposições são muito restritivas e podem prejudicar a inovação e a competitividade das empresas europeias em relação aos rivais globais, especialmente em um contexto em que a região busca fortalecer sua autonomia digital.</p>



<p>Em comparação ao DMA europeu, que adota um rol fechado de obrigações aplicáveis ​​aos&nbsp;<em>gatekeepers</em>&nbsp;definidos por critérios objetivos, o projeto de lei brasileiro abrange os parâmetros para designação de&nbsp;<strong>empresas sistemicamente relevantes</strong>&nbsp;, com base em características como presença em mercados multilaterais, efeitos de rede, integrações verticais, posição estratégica para terceiros, acesso a dados relevantes, número significativo de usuários e oferta de múltiplos produtos ou serviços.</p>



<figure class="wp-block-table aligncenter"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><td><strong>Tópicos</strong></td><td><strong>Brasil – PL 4675/25</strong></td><td><strong>União Europeia – DMA</strong></td></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Autoridade de Execução</strong></td><td>Superintendência de Mercados Digitais do Cade</td><td>Comissão Europeia, com competência centralizada para toda a UE</td></tr><tr><td><strong>Critérios de designação</strong></td><td>“Atores sistemicamente relevantes” com base em efeitos de rede, integração vertical, acesso a dados, número de usuários e limites de receita (R$ 50 bilhões globalmente ou R$ 5 bilhões no Brasil)</td><td>“Gatekeepers” designados por limiares de volume de negócios/capitalização bolsista, utilizadores ativos e presença em pelo menos três Estados-Membros</td></tr><tr><td><strong>Obrigações</strong></td><td>Definidos caso a caso nos processos administrativos do CADE; podem variar dependendo do produto/serviço.</td><td>Catálogo uniforme de obrigações&nbsp;<em>ex ante</em>&nbsp;(interoperabilidade, não&nbsp;<em>autopreferência</em>&nbsp;, portabilidade de dados, etc.)</td></tr><tr><td><strong>Territorialidade</strong></td><td>Exige manter um escritório no Brasil e atualizar os representantes legais.</td><td>Procura a harmonização em todo o mercado único europeu; proíbe regras divergentes entre os Estados-Membros</td></tr></tbody></table></figure>



<p>A designação é restrita a grupos econômicos com faturamento global superior a R$ 50 bilhões (US$ 9,3 bilhões) ou faturamento nacional superior a R$ 5 bilhões (US$ 930 milhões). A designação poderá ser ajustada pelo governo após consulta pública e por meio de processo administrativo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que terá a prerrogativa de ajustar as medidas caso a caso.</p>



<p>Diferentemente do DMA europeu, o modelo brasileiro é menos rígido, concebido como uma alternativa a dois extremos: a regulamentação <em>ex ante</em> e uniforme da UE e a <em>regulamentação ex post</em> dos Estados Unidos, onde os processos antitruste podem levar anos, como no <a href="https://dplnews.com/estados-unidos-vs-google-a-acao-judicial-do-ano/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">caso do Google</a> . No entanto, a terceira abordagem brasileira também torna o processo complexo devido a todas as variáveis ​​que o CADE poderia considerar, a ponto de torná-lo ineficaz.</p>



<p>A medida, no entanto, levantou suspeitas no setor privado. A&nbsp;<strong>ALAI</strong>&nbsp;(Associação Latino-Americana da Internet) sustenta que o Brasil já possui uma estrutura antitruste robusta e que a proposta introduziria incertezas por espelhar o modelo europeu.</p>



<p><a href="https://dplnews.com/lei-dos-mercados-digitais-no-brasil-alai-alerta-para-riscos-de-seguir-modelo-europeu/">A entidade se opôs ao projeto de lei</a> , alegando riscos de sobreposição institucional, altos custos de conformidade e barreiras que poderiam penalizar <em>startups</em> dependentes de publicidade digital e serviços oferecidos por grandes plataformas. Também questionou a premissa do PL de isolar um &#8220;mercado digital&#8221; da política geral de concorrência, argumentando que as tecnologias permeiam todos os setores da economia.</p>



<p>Mas o PL 4675/25 não está sozinho. Na semana passada, o governo <a href="https://dplnews.com/governo-sanciona-marco-para-protecao-de-criancas-e-adolescentes-no-ambiente-online/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aprovou o <strong>&#8220;ECA Digital</strong></a> &#8220;, um derivado do <strong>&#8220;PL da Adultização</strong> &#8220;, que estabelece uma série de novas regras para as plataformas digitais no país, protegendo menores online.</p>



<p>Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu responsabilizar as plataformas por conteúdo nocivo postado por usuários, e um projeto de lei focado na regulamentação <em>do streaming</em> está atualmente em tramitação no Congresso . Juntas, essas iniciativas reforçam a percepção de que o Brasil está avançando em uma agenda multifacetada de regulação digital, o que pode aumentar <a href="https://dplnews.com/geopolitica-de-plataformas-variavel-politica-comercial-trump-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">as tensões com os Estados Unidos</a> .</p>



<p>Se aprovado, o projeto de lei colocará o país em uma posição única: nem no caminho de regulamentação estrita — mas simples — da União Europeia, nem no dos Estados Unidos, que aplica o molde tradicional de competição econômica às plataformas de internet, mas em seu próprio caminho.</p>



<p>Para os vizinhos latino-americanos, essa tentativa de um &#8220;caminho do meio&#8221; pode servir como um laboratório para determinar até que ponto é possível afirmar a autonomia regulatória em meio à pressão das grandes potências sobre os países emergentes.</p>
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