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	<title>Lei de Serviços Digitais &#8211; DPL News</title>
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	<title>Lei de Serviços Digitais &#8211; DPL News</title>
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		<title>Europa nomeia os 6 gatekeepers da internet que devem cumprir a Lei dos Mercados Digitais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Valeria Romero]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Sep 2023 10:21:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1200" height="800" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/dplnews-europa-gatekeepers_mf8923.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews europa gatekeepers mf8923" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/dplnews-europa-gatekeepers_mf8923.jpg 1200w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/dplnews-europa-gatekeepers_mf8923-300x200.jpg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/dplnews-europa-gatekeepers_mf8923-1024x683.jpg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/dplnews-europa-gatekeepers_mf8923-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" title="Europa nomeia os 6 gatekeepers da internet que devem cumprir a Lei dos Mercados Digitais 1"></div>As gigantes tecnológicas terão que ajustar o funcionamento de seus serviços para evitar restrições à interoperabilidade com outras aplicações concorrentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1200" height="800" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/dplnews-europa-gatekeepers_mf8923.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews europa gatekeepers mf8923" decoding="async" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/dplnews-europa-gatekeepers_mf8923.jpg 1200w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/dplnews-europa-gatekeepers_mf8923-300x200.jpg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/dplnews-europa-gatekeepers_mf8923-1024x683.jpg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/dplnews-europa-gatekeepers_mf8923-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" title="Europa nomeia os 6 gatekeepers da internet que devem cumprir a Lei dos Mercados Digitais 3"></div>
<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://dplnews.com/europa-designa-a-los-6-guardianes-de-internet-que-deberan-cumplir-con-la-ley-de-mercados-digitales/tais-o-que-o-brasil-pode-aprender-da-lei-europeia/"><strong>Leer en español</strong></a><br><br><strong>Alphabet (Google), Amazon, Apple, ByteDance (TikTok), Meta (Facebook) e Microsoft</strong> são as empresas <a href="https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/society/20211209STO19124/a-lei-dos-mercados-digitais-e-da-lei-dos-servicos-digitais-da-ue-explicadas" rel="nofollow noopener" target="_blank">confirmadas pela Comissão Europeia</a> que serão designadas como &#8220;guardiões&#8221; (gatekeepers) do ecossistema digital moderno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As seis empresas deverão obedecer à nova <strong>Lei dos Mercados Digitais (DMA)</strong> e serão obrigadas a modificar certas funcionalidades de suas plataformas. Após a designação, os guardiões têm <strong>seis meses para cumprir suas obrigações</strong>, conforme estipulado pela DMA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de não cumprimento, a Comissão Europeia poderá impor <strong>multas de até 10% da receita global da empresa</strong>, podendo chegar a 20% em caso de reincidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, se um dos guardiões cometer infrações de forma recorrente, <strong>a autoridade europeia também tem o poder de</strong> <strong>obrigá-lo a vender uma empresa ou partes dela</strong>, bem como proibir a aquisição de serviços adicionais relacionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Leia: </strong><a href="https://dplnews.com/regulacao-de-plataformas-digitais-google-pede-debate-mais-amplo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Regulação de plataformas digitais: Google pede debate mais amplo</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um total de <strong>22 serviços considerados como plataformas centrais</strong>, fornecidos pelos guardiões, foram selecionados pela Comissão para regulamentação, incluindo toda a família da Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger), Google Search, Maps, YouTube, Chrome, Amazon Marketplace e a App Store da Apple, entre outras plataformas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os únicos que escaparam de entrar na lista de guardiões foram o Gmail, Outlook e o Samsung Internet Browser</strong>. Enquanto o iMessage da Apple, o Bing, o Edge e os Anúncios da Microsoft estão em processo de avaliação. A Comissão também abriu outra investigação para determinar se outro serviço da Apple, o iPadOS, se qualifica para ser designado como guardião de acesso.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="1024" height="566" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/image-11-1024x566.png" alt="image 11" class="wp-image-206950" title="Europa nomeia os 6 gatekeepers da internet que devem cumprir a Lei dos Mercados Digitais 2" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/image-11-1024x566.png 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/image-11-300x166.png 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/image-11-768x424.png 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/09/image-11.png 1066w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os critérios para que uma empresa seja considerada guardiã de acesso são:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Quando possui uma <strong>capitalização de mercado que atinge 75 bilhões de euros</strong> ou mais durante seu último exercício financeiro e tem negócios ativos em vários países da União Europeia (UE).</li>



<li>Quando a empresa fornece um serviço de plataforma central para <strong>mais de 45 milhões de usuários finais ativos</strong> mensalmente e mais de 10 mil usuários comerciais ativos anualmente estabelecidos na UE.</li>



<li>Quando possui (ou está prestes a ter) uma posição arraigada, estável e duradoura no mercado durante seus últimos três exercícios financeiros.</li>
</ul>



<p class="has-background wp-block-paragraph" style="background-color:#f78da812"><strong>Leia também: </strong><a href="https://dplnews.com/regulacao-de-plataformas-digitais-o-que-o-brasil-pode-aprender-da-lei-europeia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Regulação de plataformas digitais: o que o Brasil pode aprender da lei europeia</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais são as obrigações dos guardiões?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As gigantes tecnológicas terão que ajustar o funcionamento de seus serviços para evitar restrições à interoperabilidade com outras aplicações concorrentes. Por exemplo, a Apple deverá permitir o carregamento e a instalação de aplicativos de lojas de terceiros, a Amazon não poderá favorecer suas próprias marcas no marketplace em detrimento da concorrência, e os aplicativos de mensagens como WhatsApp e Messenger deverão interconectar-se.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os guardiões também não poderão impedir que os consumidores se conectem a empresas fora de suas plataformas ou rastreiem os usuários fora de sua plataforma principal para fins de publicidade direcionada. Eles<strong> também não poderão restringir a publicidade de concorrentes</strong>; por exemplo, a Meta deverá permitir que o TikTok promova sua plataforma no Instagram e vice-versa.</p>
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		<title>Regulação de plataformas digitais: o que o Brasil pode aprender da lei europeia</title>
		<link>https://dplnews.com/regulacao-de-plataformas-digitais-o-que-o-brasil-pode-aprender-da-lei-europeia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mirella Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Apr 2023 15:39:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ANÁLISIS]]></category>
		<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1200" height="1200" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews bigtechs mc120423" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423.jpg 1200w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-300x300.jpg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-1024x1024.jpg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-150x150.jpg 150w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-768x768.jpg 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-696x696.jpg 696w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-1068x1068.jpg 1068w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-420x420.jpg 420w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" title="Regulação de plataformas digitais: o que o Brasil pode aprender da lei europeia 4"></div>Não é novidade que o Brasil busca uma regulação para as big techs. O tema que é discutido pelo menos desde 2020 com o Projeto de Lei das Fake News (PL 2.630/2020) ganhou uma nova importância após os ataques de 8 de janeiro. Também não é uma surpresa que o país busca se inspirar na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="1200" height="1200" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews bigtechs mc120423" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423.jpg 1200w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-300x300.jpg 300w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-1024x1024.jpg 1024w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-150x150.jpg 150w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-768x768.jpg 768w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-696x696.jpg 696w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-1068x1068.jpg 1068w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/04/dplnews_bigtechs_mc120423-420x420.jpg 420w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" title="Regulação de plataformas digitais: o que o Brasil pode aprender da lei europeia 5"></div>
<p class="wp-block-paragraph">Não é novidade que o Brasil busca uma regulação para as <em>big techs</em>. O tema que é discutido pelo menos desde 2020 com o Projeto de Lei das Fake News (PL 2.630/2020) ganhou uma nova importância após os ataques de 8 de janeiro. Também não é uma surpresa que o país busca se inspirar na Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês) da Europa. A equipe de transição, por exemplo, já <a href="https://dplnews.com/estas-sao-as-prioridades-do-grupo-de-transicao-das-comunicacoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">citava o ato europeu como um modelo a ser seguido</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo João Victor Archegas, pesquisador de Direito e Tecnologia do ITS Rio, <strong>a regulação europeia é abrangente e toca em todos os aspectos de plataformas digitais</strong>, por isso serve de inspiração para o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>DPL News</strong> fez uma comparação entre a <a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/HTML/?uri=CELEX:32022R2065&amp;from=EN" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">DSA</a> e as propostas brasileiras – o substitutivo do deputado Orlando Silva (PCdoB) apresentado no ano passado e a sugestão do Executivo deste ano –, com o objetivo de entender o que pode servir de modelo para o Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">DSA</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A DSA faz uma diferenciação entre as regras que se aplicam a serviços que oferecem infraestrutura de rede; serviços de hospedagem, como em Nuvem e web; plataformas como marketplace e de economia colaborativa; e plataformas online de grande porte, usadas por pelo menos 10% dos 450 milhões de usuários europeus. Aqui se encaixam as <em>big techs</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas regras são comuns a empresas de todos os tipos, como <strong>apresentação de relatórios de transparência</strong>; proteção aos direitos fundamentais dos consumidores; e a cooperação com autoridades para a execução de ordens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o documento ainda prevê, principalmente para as <em>big techs</em>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>obrigações de notificação e ação</strong>, para moderação de conteúdo;</li>



<li>mecanismos de recurso para os usuários;</li>



<li>proibição de publicidade para crianças;</li>



<li>transparência no sistema de recomendação (algoritmos).</li>
</ul>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="en" dir="ltr">What is illegal offline is also illegal online. <br><br>This week, we welcomed the <a href="https://twitter.com/EUCouncil?ref_src=twsrc%5Etfw" rel="nofollow noopener" target="_blank">@EUCouncil</a>’s adoption of our <a href="https://twitter.com/hashtag/DigitalServicesAct?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw" rel="nofollow noopener" target="_blank">#DigitalServicesAct</a>.<br><br>The new rules will: <br>⛔️ ensure online platforms are held responsible for tackling harmful content<br>?️ better protect internet users<a href="https://twitter.com/hashtag/DigitalEU?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw" rel="nofollow noopener" target="_blank">#DigitalEU</a></p>&mdash; European Commission (@EU_Commission) <a href="https://twitter.com/EU_Commission/status/1579124536368189440?ref_src=twsrc%5Etfw" rel="nofollow noopener" target="_blank">October 9, 2022</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Como a DSA impacta as <em>big techs</em>?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, as <a href="https://dplnews.com/parlamento-europeo-aprueba-ley-de-servicios-digitales-como-impactara-a-las-big-tech/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gigantes de tecnologia terão que <strong>deletar conteúdos ilegais</strong></a>, como discurso de ódio, desinformação e venda de produtos falsos, para não serem responsabilizadas, além de identificação de publicidade para os usuários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Archegas vê esse mecanismo de <strong>“notificação e ação” como negativo</strong>. “O usuário pode notificar a plataforma e, a partir do momento que a plataforma é notificada sobre aquele conteúdo ilegal, ela deve tomar as ações cabíveis para indisponibilizar aquele conteúdo. Se não o fizer, ela pode ser responsabilizada”, disse o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, isso <strong>incentiva as plataformas a remover cada vez mais conteúdo para evitar a responsabilização e coloca a plataforma na posição de aplicadora da legislação</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ponto <strong>positivo da DSA é a corregulação</strong>, que coloca o Estado ao lado das plataformas para pensar em soluções para desafios como desinformação e discurso de ódio. “Estabelece a criação de uma autoridade independente que vai olhar para os relatórios de transparência para identificar eventuais riscos sistêmicos e propor soluções e mudanças no sistema”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador acrescentou que <strong>as <em>big techs</em> receberam de forma positiva a regulação</strong> – com exceção de alguns pontos, como o “notificação e ação” – pois a DSA foi construída em conjunto com as empresas e traz maior previsibilidade às suas atividades.</p>



<h2 class="wp-block-heading">PL das Fake News</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Proposta do Legislativo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O substitutivo do PL das Fake News apresentado pelo deputado Orlando Silva no ano passado dedicava boa parte do documento à obrigação das empresas de apresentarem relatórios de transparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também se preocupava em limitar e identificar o disparo de mensagens em massa, porque o impulsionamento de fake news por aplicativos de mensagens foi uma ameaça às eleições mais recentes. E, para as pessoas que impulsionam essas ações, o texto previa sanção criminal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda vale a pena destacar a <strong>remuneração por conteúdos jornalísticos e a autorregulação regulada</strong>, que consiste na criação de uma entidade pelos próprios provedores para receber denúncias sobre conteúdos ou contas. E a proposta não indicava a proibição de publicidade para crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Relacionado: </strong><a href="https://dplnews.com/pl-das-fake-news-ameaca-internet-livre-segundo-plataformas-digitais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PL das Fake News ameaça Internet livre, segundo plataformas digitais</strong></a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Proposta do Executivo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">No final de março, o poder Executivo enviou um novo texto da PL das Fake News ao Congresso Nacional para discussão. A grande novidade é o <a href="https://dplnews.com/dino-governo-prepara-pl-para-regulamentacao-das-redes-sociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>dever de cuidado</strong></a> das plataformas relacionado ao conteúdo de terceiros, semelhante ao mecanismo de notificação e ação da DSA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As empresas devem atuar em prazo hábil para aprimorar o combate a conteúdos ilegais, como crimes contra o Estado Democrático de Direito e crimes de terrorismo. Caso contrário, <strong>as plataformas serão responsabilizadas civilmente pelos danos decorrentes de conteúdo de terceiros</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atenção a este ponto fica mais clara depois dos <a href="https://dplnews.com/ataque-em-brasilia-stf-determina-bloqueio-de-perfis-nas-redes-sociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ataques antidemocráticos de 8 de janeiro</a>, que foram convocados por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo de corregulação, inspirado pela DSA, também entrou em pauta por meio de uma entidade autônoma de supervisão para avaliar os relatórios de transparência e o cumprimento do dever de cuidado. Apesar disso, ainda não está claro qual seria a configuração desse grupo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Ontem, no <a href="https://twitter.com/canallivre?ref_src=twsrc%5Etfw" rel="nofollow noopener" target="_blank">@canallivre</a>, falei sobre a importância da regulação das plataformas digitais, empresas privadas que prestam serviços de interesse público, e possíveis modelos de órgão regulador. <a href="https://t.co/chxyqF9xTw" rel="nofollow">pic.twitter.com/chxyqF9xTw</a></p>&mdash; Orlando Silva (@orlandosilva) <a href="https://twitter.com/orlandosilva/status/1642984611029426177?ref_src=twsrc%5Etfw" rel="nofollow noopener" target="_blank">April 3, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta ainda determina que as plataformas de grande porte devem abrir a <strong>descrição geral dos algoritmos</strong>. E, para os streamings, proíbe aumentar ou reduzir de forma artificial a frequência de obras específicas para privilegiar a recomendação de empresas do mesmo grupo econômico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A remuneração por conteúdos e a autorregulação regulada se mantiveram, mas o texto não prevê mais a responsabilização criminal dos usuários pelo impulsionamento de desinformação, e proíbe a criação de perfis comportamentais de crianças e adolescentes para direcionamento de publicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambas as versões do PL incluem o dever do Estado de garantir a educação midiática, para o uso seguro das aplicações da Internet, e o interesse público dos perfis de pessoas da Administração Pública em mandatos vigentes, impedindo a restrição de visualização das publicações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Próximos passos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vale destacar que existem outras iniciativas para a regulação de plataformas digitais no governo. O<strong> Comitê Gestor da Internet (CGI.br), por exemplo, vai abrir uma consulta pública no dia 25 de abril</strong> para propor diretrizes ao Estado sobre o objeto da regulação e mapear os riscos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, na semana passada, o Supremo Tribunal Federal promoveu uma audiência pública sobre o Marco Civil da Internet. O artigo 19 da lei determina que o provedor de aplicações de Internet só pode ser responsabilizado civilmente por danos de conteúdo de terceiros se, após ordem judicial, não tomar as providências para remover o conteúdo. <strong>O que contraria a proposta do Executivo para o PL das Fake News.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É um tema urgente e complexo que depende do amadurecimento das propostas antes de se tornar definitivo.</p>
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