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	<title>AGI Panama &#8211; DPL News</title>
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		<title>Lacnic: governo, teles e universidades são agentes fundamentais para implementação do IPv6</title>
		<link>https://dplnews.com/lacnic-governo-teles-e-universidades-sao-agentes-fundamentais-para-implementacao-do-ipv6/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[⁨Mayara Figueiredo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 20:44:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRASIL]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
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		<category><![CDATA[avanço do IPv6 na américa latina]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="700" height="490" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/07/dplnews-ipv6-lacnic-governo-universidades-teles_mf200723.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews ipv6 lacnic governo universidades teles mf200723" decoding="async" fetchpriority="high" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/07/dplnews-ipv6-lacnic-governo-universidades-teles_mf200723.jpg 700w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/07/dplnews-ipv6-lacnic-governo-universidades-teles_mf200723-300x210.jpg 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" title="Lacnic: governo, teles e universidades são agentes fundamentais para implementação do IPv6 1"></div>Webinar promovido em parceria com a DPL News reuniu especialistas destes setores na Argentina, no Brasil e Panamá para falarem de suas estratégias para implementação do novo protocolo de internet]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin-bottom:20px;"><img width="700" height="490" src="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/07/dplnews-ipv6-lacnic-governo-universidades-teles_mf200723.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="dplnews ipv6 lacnic governo universidades teles mf200723" decoding="async" srcset="https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/07/dplnews-ipv6-lacnic-governo-universidades-teles_mf200723.jpg 700w, https://dplnews.com/wp-content/uploads/2023/07/dplnews-ipv6-lacnic-governo-universidades-teles_mf200723-300x210.jpg 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" title="Lacnic: governo, teles e universidades são agentes fundamentais para implementação do IPv6 2"></div>
<p class="wp-block-paragraph">Além de não ser uma questão de simples solução, a implementação do<strong> IPv6</strong> vai além de uma decisão governamental: depende da atuação de diferentes agentes sociais, mudança de <em>mindset </em>e muita educação sobre o tema; aspectos que foram bastante frisados no webinar <em>&#8220;Quem deve participar da implementação do IPv6?&#8221;</em> <a href="https://dplnews.com/retos-y-avances-en-migracion-a-ipv6-destacan-en-lacnic-39/">promovido pela <strong>Lacnic</strong></a> na tarde desta quarta-feira, 19. Casos estratégicos e de boas práticas foram apresentados por representantes de setores como governo, telcos e universidades do Panamá, da Argentina e do Brasil, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mais do que desejável, <a href="https://dplnews.com/ipv6-teles-sao-exemplo-na-implementacao-do-novo-protocolo-no-brasil/"><strong>a</strong> <strong>implementação do IPv6 hoje é necessária e estratégica</strong></a>, uma vez que possibilita a conexão entre todos os dispositivos e pessoas, maior rastreabilidade e suporte do tráfego de internet”, explicou Oscar Robles, diretor da Lacnic.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lançado em 2012, o IPv6 é a versão mais recente do chamado <em>Internet Protocol</em>, o protocolo padrão usado para a comunicação entre todos os computadores ligados à internet. Além de permitir a contínua expansão da internet, o IPv6 corrige falhas de segurança da versão anterior, o <strong>IPv4</strong>, e possibilita que novos serviços digitais sejam desenvolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, segundo Robles, sua implementação na <strong>América Latina</strong> <strong>está na média dos 30%</strong> com destaque para o <strong>Brasil, México e Uruguai</strong> próximos aos 50% em seus territórios, enquanto outros países da <strong>América Central e Caribe</strong>, estão muito abaixo da média da região.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Panamá e a implementação pelo governo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Zueline Aguilar, da <strong>AIG Panamá</strong> (Autoridade Nacional para a Inovação Governamental), falou sobre como chegar ao processo de transição do IPv4 para o IPv6 nos órgãos públicos. Atualmente esse processo no Panamá está em 2% e Aguilar reforça que estão seguindo um planejamento para alcance de metas pré-estabelecidas e estrategicamente alinhadas com o plano Panamá Digital. Para tal, ela destacou quatro razões pelas quais o governo entendeu a importância da implementação do IPv6 para impulsionamento tecnológico do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Em primeiro lugar, é preciso apresentar a necessidade e seus benefícios para o futuro. Já sabemos que o endereço de IPv4 está esgotado desde 2019, o que limita o desenvolvimento e a inserção da <strong>banda larga 5G</strong>, uma vez que essa tecnologia exige melhores recursos para conectividade. Em termos de país, temos que estar preparados&#8221;, disse.</p>



<p class="has-background wp-block-paragraph" style="background-color:#f78da878"><strong>Leia também: </strong><a href="https://dplnews.com/cabo-submarino-5g-litio-e-outros-projetos-digitais-da-parceria-ue-america-latina-e-caribe/"><strong>Cabo submarino, 5G, lítio e outros projetos digitais da parceria UE-América Latina e Caribe</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras razões apresentadas foram a possibilidade de oferecerem aos cidadãos serviços mais inovadores; criar um mercado mais eficiente para melhorar a economia digital; e também educar os agentes e colaboradores do setor público, para uma visão mais moderna de país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;No Panamá há muitas entidades interessadas na implementação do IPv6; nós mesmos, enquanto governo, criamos essa necessidade. Agora vemos a aproximação da academia que quer criar alguns convênios conosco para criação de cursos técnicos de curta duração, para formação na área&#8221;, complementou.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Brasil e a importância das universidades</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Já no Brasil, esse processo se inicia pela ordem inversa, de baixo para cima, e dentro das academias, como salientou o cientista da computação e analista de redes da <strong>Unicamp</strong> (Universidade de Campinas), Henri Alves Godoy. “Enquanto universidade pública e sermos uma entidade que não visa lucro, é que de fato enxergamos a implementação do IPv6 como uma necessidade sobretudo em níveis competitivos. Como nós somos da área técnica, partiu de nós apresentar aos diretores e reitores da universidade a necessidade dessa transição”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um pouco mais crítico sobre a questão, o especialista reforçou que além da importância da formação de mão de obra para área, é preciso criar a cultura de que o <strong>IPv6 seja o protocolo padrão</strong> e não se acomodar com o <strong>dual stack (ou pilha dupla)</strong>, tecnologia que permite que dispositivos e roteadores sejam equipados com pilhas (stacks) para ambos os protocolos, IPv6 e IPv4, sendo capazes de enviar e receber os dois tipos de pacotes de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este ano, falando sobre nossas pesquisas, entendemos que a modalidade da pilha dupla é a mais utilizada e mais prática hoje em dia, mas temos que continuar evoluindo. Penso que <strong>não podemos nos acostumar a esse modelo para sempre</strong>, e a evolução parte justamente para, aos poucos, retirarmos de nossa rede o protocolo IPv4.” concluiu.</p>



<h2 class="wp-block-heading">IPv6 nas telecomunicações na Argentina</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito das operadoras, a transição passa pela avaliação de variantes como custos, melhoria para os clientes e claro, melhor competitividade e lucro. Sergio Bustamante, gerente de sites e permissões da <a href="https://dplnews.com/internet-para-todos-5g-el-plan-de-la-union-europea-para-apoyar-a-argentina/">Telecom Argentina</a>, reforçou que a adoção do IPv6 nas teles é necessária se o setor e as operadoras individualmente quiserem ter uma posição mais confortável tecnologicamente falando e continuarem a ser escolhidas pelos consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Percebemos que as soluções de rede com este protocolo são mais simplificadas e que os <strong>custos de aquisição e manutenção de equipamentos NAT</strong> (Network Address Translation), para conversão de endereços IPv4, são bem mais altos&#8221;, declarou. Bustamante destacou ainda, em concordância com os demais painelistas, o discurso da <strong>falsa sensação de cibersegurança que o IPv4 traz</strong> que, por sua vez, é uma &#8220;desculpa&#8221; muito utilizada por governos de diferentes países para tomar medidas de segurança massiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em complemento, Henri Godoy endossa que o uso de firewalls é necessário tanto em um protocolo quanto no outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assista ao webinar completo: <a href="https://www.lacnic.net/webinaripv6" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">https://www.lacnic.net/webinaripv6</a></p>
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