Sustentabilidade e transformação digital como pilares para cidades inteligentes: Huawei

A Huawei acredita que uma tendência para as cidades inteligentes é que os cidadãos participem da criação de mecanismos que melhorem sua qualidade de vida. Segundo Atílio Rulli, vice-presidente de relações públicas da Huawei América Latina e Caribe, a expectativa é que as pessoas deixem de ser apenas beneficiárias dos serviços oferecidos pelas cidades e passem a cocriar soluções.

Em entrevista à DPL News, Rulli explicou que o mercado de cidades inteligentes é muito promissor porque a conectividade está crescendo e, com isso, aumentam as possibilidades de soluções nesse ecossistema. Nesse sentido, até os cidadãos vão passar a desenvolver mecanismos para melhorar a qualidade de vida.

Entre os produtos da Huawei, as principais tendências são “a contínua popularização da conectividade por fibra ótica (GPON), o uso da Inteligência Artificial na gestão de redes e a expansão dos serviços virtualizados com a plataforma Cloud Computing”, disse.

Ele ainda abordou outros dois pontos necessários para as cidades inteligentes: sustentabilidade e transformação digital.

Sustentabilidade

O executivo esclareceu que as cidades inteligentes exigem uma interação entre o sistema ambiental, social e econômico. Ou seja, não existe cidade inteligente sem considerar a sustentabilidade.

A ideia de cidades inteligentes precisa abarcar ações de sustentabilidade que promovam a recuperação e a manutenção dos nossos recursos naturais, usando mecanismos de energia renovável, o tratamento e a limpeza de rios e tratamento do volume exponencial de resíduos sólidos”, afirmou Rulli.

A Huawei e a TIM se uniram este ano para o projeto Cidade 5G em Curitiba. O objetivo é trabalhar o conceito de cidade inteligente a partir da ampla cobertura do 5G, do monitoramento da rede e do aperfeiçoamento da experiência do usuário. Para isso, serão desenvolvidos equipamentos e soluções sustentáveis, de baixo consumo de energia e custo.

Transformação digital

O vice-presidente de relações públicas lembra que a transformação digital é outro fator essencial para as cidades inteligentes, “é o centro de uma grande transformação na economia e na sociedade”.

Para a Huawei, todos os atores sociais e governos precisam estar atentos às necessidades que surgem com as novas tecnologias, por exemplo, o 5G. E o surgimento de novos negócios e empregos depende de uma política consistente, que deve destacar:

  1. O amplo acesso ao 5G em redes confiáveis e seguras;
  2. O amplo acesso a dispositivos, inclusive com o subsídio para aquisição mais barata;
  3. O oferecimento de capacitação digital para amplas parcelas da população que não estão conectadas;
  4. A formação de mão de obra qualificada para o setor de TIC, incluindo Inteligência Artificial, redes, nuvem e Internet das Coisas. O déficit de mão de obra é um obstáculo para o desenvolvimento da economia digital;
  5. Uma visão única da transformação digital, em todas as esferas de governo, com metas concretas;
  6. Legislações adequadas.

Rulli diz que a maior dificuldade no Brasil atualmente é a necessidade de novos talentos qualificados para o mercado TIC. “Até 2025, a América Latina necessitará de pelo menos 2,5 milhões de profissionais, de acordo com dados da consultoria IDC. Segundo a Brasscom, são 780 mil profissionais só no Brasil”.

Ele ressalta que a Huawei contribui com programas de capacitação em todos os 170 países onde atua. Um exemplo no Brasil é o 5G Truck, um caminhão sala de aula onde são demonstradas aplicações para pecuária, indústrias, educação e FWA.

Além de seguir com os programas de capacitação, a Huawei vai continuar avançando em direção à Indústria 4.0, Agricultura 4.0, Saúde 4.0 e Cidade Inteligente 4.0 na região. Rulli acrescenta que, no Brasil, a prioridade em 2023 será aumentar a cobertura do 5G o máximo possível.

“Precisamos ir além dos objetivos mínimos de cobertura colocados pelo edital do 5G para os primeiros anos. Levando isso em conta, podemos imaginar que 2023 será um ano de forte evolução da transformação digital do país”.