Setor TIC no Brasil cresce acima da média global

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Os gastos em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil alcançaram cerca de US$ 64,6 bilhões em 2021, o que representou 4% do produto interno bruto do país. Em comparação com 2019, a participação na produção brasileira aumentou 1,1%.

Os números são do relatório “Indústria de Software e Serviços de TIC no Brasil: caracterização e trajetória recente”, lançado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) nesta terça-feira, 19, e elaborado pelo Observatório Softex.

O estudo mostrou que o mercado TIC no Brasil cresceu e continua crescendo, mesmo neste momento de instabilidade econômica. Em 2020, o crescimento foi de 12,2% – diferente da média global, que reduziu 0,3% – e em 2021, foi 7% – no mundo o crescimento foi de 5,4% –, considerando os mercados de software, serviços de TI, telecomunicações e hardware.

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A Softex também analisou a indústria de Software, serviços de TI, serviços de telecomunicações e outros serviços relacionados (ISSTIC), deixando de fora hardware e indústria de telecomunicações.

Estima-se que a ISSTIC no Brasil tenha produzido US$ 53,3 bilhões em 2021, o que representa 82,8% do total produzido pelo setor TIC e um crescimento de 6,5% no ano. Esse aumento foi impulsionado pelos gastos de serviços de TI, que avançou 11,1% no ano. Já a indústria de software cresceu 9,2% e telecomunicações 1,9% no período.

O relatório aponta para uma perda de espaço do setor de telecomunicações para a indústria de software e serviços de TI. Telecomunicações é o segmento que registrou o menor aumento médio entre os setores avaliados, de 1,7% por ano, e queda na participação na ISSTIC de 3% no período. Esse fenômeno foi observado não só no Brasil, como também na média global.

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Mesmo assim, telecomunicações foi o setor com maior contribuição dos gastos de ISSTIC em 2021, respondendo por 44,4%, seguido por serviços em TI, com 36,1%, e indústria de software com 19,5%.

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Perspectivas para o futuro

A Softex usou dados do IDC para mostrar que a indústria de software e serviços de TIC brasileira deverá crescer 8,2% em 2022, um avanço maior do que o registrado em 2021. “As expectativas são as mais positivas para o IDC em oito anos”, diz o relatório.

O crescimento estaria relacionado ao aumento do mercado de software do Brasil, impulsionado pelo avanço da economia digital durante a pandemia do Covid-19, que exigiu investimentos em segurança de dados e uma migração acelerada para a Nuvem.

O documento também chama a atenção para uma demanda de componentes que supera a oferta; para os ambientes híbridos – incluindo Cloud e recursos de TI tradicionais – que deverão se expandir entre empresas tradicionais; para o uso de dados que deve impulsionar Inteligência Artificial, analytics e o gerenciamento de dados; e para o desenvolvimento de Internet das Coisas.

Essas são tendências que mostram a expansão das Novas Tecnologias, “que devem estimular o setor e se tornar cada vez mais relevantes para o avanço da TIC brasileira nos próximos anos”.

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