Sateliot e ABINC firmam parceria para levar NB-IoT 5G via satélite a setores críticos no Brasil

A operadora espanhola Sateliot, em parceria com a Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), ampliarão a cobertura de redes NB-IoT 5G no Brasil com o uso de satélites de órbita baixa. A empresa acaba de obter autorização da Anatel para operar espectro no país, o que viabiliza o lançamento comercial de seu serviço no mercado brasileiro ainda em 2025.

Com foco em áreas não atendidas por redes móveis tradicionais, o modelo de conectividade híbrida da Sateliot, isto é, que integra redes terrestres e não terrestres (NTN), pretende atender setores críticos como agricultura, mineração, logística e monitoramento ambiental

A proposta é permitir que dispositivos NB-IoT padrão se conectem à constelação de satélites da empresa usando os mesmos SIMs das operadoras móveis nacionais, graças a acordos de roaming com operadoras locais.

“O Brasil representa uma grande oportunidade devido à sua escala, aos seus desafios e ao seu impulso em direção à digitalização em áreas remotas”, afirmou Gianluca Redolfi, diretor comercial da Sateliot em comunicado. Segundo ele, a empresa está há dois anos envolvida no ecossistema local como membro da ABINC e já mantém negociações avançadas com instituições e operadoras brasileiras.

A tecnologia é vista como estratégica para preencher lacunas de cobertura em estados como o Mato Grosso onde a agricultura de precisão depende de conectividade constante e o monitoramento do Pantanal precisa de rede para o monitoramento ambiental; Minas Gerais onde há muitas operações de mineração em áreas isoladas e Amazonas, cuja logística enfrenta barreiras de infraestrutura.

A autorização da Anatel segue a tendência regulatória de integração de redes não terrestres ao ecossistema móvel global. Em fevereiro de 2025, a agência atualizou normas para permitir a certificação de dispositivos NB-IoT via satélite. A Sateliot pretende contar com 100 satélites em operação até 2028 e com isso alcançar 1 bilhão de euros em receita até 2030.