Retomada gradual da economia faz venda de PCs explodir em 2021, segundo IDC Brasil

Leer en español

O mercado de PCs apresentou crescimento nos nove primeiros meses de 2021, mantendo a alta de 2020. Segundo estudo da IDC Brasil, o segundo trimestre do ano passado contou com a venda de 2 milhões de computadores e, o terceiro, de 2,3 milhões. Os volumes são 60,2% e 41,3% maiores do que os mesmos períodos de 2020.

Vale lembrar que os três primeiros meses do ano passado tiveram um aumento das vendas em 19,7%.

“Em 2021, o mercado de PCs teve um impressionante salto, mesmo com a escassez de componentes, que vem sendo um inibidor para o crescimento do mercado e tornou-se ainda mais sensível no 3º trimestre”, afirmou Daniel Voltarelli, analista de mercado de TIC da IDC Brasil.

No segundo trimestre, foram vendidos 408 mil desktops e 1,6 milhão notebooks, 56% e 60% a mais do que no mesmo período de 2020. O mercado corporativo ficou com 760 mil unidades do total. E, no período, o preço médio do desktop foi de R$ 3.305,00, alta de 13%, e do notebook foi de R$ 4.314,00, com aumento de 4%. A receita das empresas de abril a junho passou de R$ 8 milhões, uma alta de 80%.

Já no terceiro trimestre, foram vendidos 430 mil desktops e 1,8 milhão notebooks, 34% e 43% a mais que no ano anterior, respectivamente. O mercado corporativo foi responsável por comprar 941 mil unidades e, o varejo, 1,35 milhão. O preço médio do desktop subiu para R$ 3.384,00, e do notebook para R$ 4.475,00, uma alta de 13% e 15% em relação ao ano anterior.

A análise da IDC Brasil é de que esse aumento se deve à recuperação gradual da economia e ao estímulo para as pessoas atualizarem e comprarem computadores, para dar conta das atividades diárias que passaram a ser remotas. De acordo com Voltarelli, o consumidor também tem investido em máquinas melhores porque agora depende mais do computador, por isso quer mais memória, processador e recursos de vídeo melhores, entre outros recursos.

A previsão é que o último trimestre de 2021 também tenha crescimento, mas menor do que os trimestres anteriores. “Há uma competição global por componentes e os fabricantes fazem escolhas diariamente sobre sua logística de abastecimento, e nem sempre o Brasil estará no ‘começo da fila’”, diz o analista. Além disso, a crise energética está afetando centros de produção na Europa e na Ásia, o que impacta o abastecimento do mercado.