Relatório faz projeção de mercado móvel brasileiro para a próxima década

Popularização do 5G, crescimento de assinaturas M2M e domínio do pós-pago serão coisas convencionais até 2033.

O Brasil possui 1.672 MHz de espectro abaixo de 6GHz para serviços móveis e as três maiores operadoras (Claro, Vivo e TIM) detêm 58,7% do espectro total disponível, revela levantamento que aponta para uma revolução iminente no mercado de telefonia móvel, começando pelo curso natural que segue o 5G rumo à, não apenas maior velocidade, mas à abertura do caminho para uma série de inovações em diversas áreas, à medida que se populariza rapidamente.

Assinado pelo analista de telecomunicações Bruno do Amaral, da S&P Global Market Intelligence, o relatório Brazil mobile projections 2023–2033 afirma que desde novembro de 2023 o 5G já ultrapassa a soma de assinaturas totais das redes 2G e 3G, que já estão com seus dias contados e darão lugar a um refarming no país.

O relatório destaca que já está no horizonte de planos dos pequenos provedores de serviços de internet (agora pequenas operadoras móveis) de lançar redes móveis 5G, a exemplo da Brisanet e da Unifique, que iniciaram um lançamento suave em 2023 usando a banda de 2,3 GHz.

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Ao final do segundo trimestre de 2023, um ano após a implementação da tecnologia 5G, este mercado cresceu 395% em relação ao ano anterior, atingindo 11,4 milhões de assinaturas (e 14,7 milhões de assinaturas até agosto) “e não demora para que chegue ao mainstream”, diz o relatório que usou como base dados da consultora Kagan.

Explosão de Assinaturas M2M

O relatório projeta um crescimento nas assinaturas de dispositivos máquina a máquina (M2M), com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 5,5% entre 2023 e 2033. Setores como pontos de venda (POS ou máquinas de cartão de crédito) estão entre os principais impulsionadores desse aumento. 

Por sua vez, as assinaturas M2M impulsionarão de forma geral o número de assinantes móveis. Espera-se um crescimento modesto de 123,3% em relação à população em 2033, frente aos 116% de assinaturas em 2023.

As assinaturas nos serviços de telecomunicações serão crescentes, com uma taxa CAGR  de 1,1% entre 2023 e 2033. Isso resultaria em um impressionante total de 279,1 milhões de assinaturas no Brasil ao final da década. 

Mercado pós-pago: uma virada esperada

O relatório aponta para uma virada no mercado de assinaturas, prevista entre 2024 e 2025. O mercado pós-pago, impulsionado por ofertas de “combos” de banda larga fixa, deverá crescer a uma taxa de 2,3% ao ano até 2033. Essa mudança reflete as estratégias das principais operadoras: Claro, TIM e Vivo.

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