Redução de impostos para empresas tech e smart city: as propostas de Ricardo Nunes para SP
Se reeleito, o prefeito da capital paulista diz pretender expandir o projeto de cidade inteligente, além de defender a desoneração da folha de pagamento para todos os setores.
Na quarta-feira, 7, o prefeito Ricardo Nunes se reuniu com empresários do setor de tecnologia e software em um encontro realizado pela Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software). Entre os muitos pontos levantados, Nunes deu ênfase à redução dos impostos para os serviços por aplicativo e à ampliação da proposta de smart city para São Paulo, incluindo as zonas periféricas.
Não só a capital, mas o estado de São Paulo em si, tem o melhor índice de inovação econômica do Brasil, segundo o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Numa escala que varia de 0 a 1 considerando 74 indicadores, SP se classifica em primeiro lugar com 0,891; muito próximo de cidades de primeiro mundo.
Contudo, apesar de seu potencial, o desempenho da cidade no ranking mundial de smart cities fica aquém; em 133º lugar.
Perguntado pelo DPL News sobre as propostas nesse âmbito, o prefeito disse que o plano é ampliar os projetos que já vêm sendo implementados. No momento, estão sendo instalados mais 540 semáforos, além dos já 2.500 existentes que não se apagarão em decorrência das chuvas, o que promete melhorar em 20% o intenso trânsito da cidade.
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O prefeito também frisou seu investimento em tecnologias como wi-fi em espaços públicos e sistemas de câmeras inteligentes, o que foi mais alvo de críticas do que congratulações, por conta do controverso mecanismo de reconhecimento facial; mas que também permite a leitura de placas dos carros, em um sistema interligado com os órgãos de segurança pública.
Durante sua gestão, Nunes implementou cerca de 20 mil câmeras inteligentes. A ideia agora é expandir o conceito de smart city para as periferias, onde já existem também sistemas inteligentes para a contenção de enchentes.
“Ainda existem pontos de alagamento, mas menor do que tínhamos. Tudo isso muito associado com a questão de smart cities, com uma interligação de telemetria, dos nossos piscinões. Investimos R$ 7,6 bilhões em drenagem e piscinões, um valor superior ao que foi investido em 18 anos na cidade”, disse.
Impostos para empresas tecnológicas
O prefeito frisou a intenção de atrair mais empresas para a capital, a fim de aumentar a arrecadação de impostos, uma vez que o ISS – que será substituído pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) na reforma tributária – foi reduzido de 5% para 2% para consolidar esse plano e fomentar o crescimento das empresas já instaladas na capital.
Setores como os de serviço por aplicativo (Uber, Ifood e semelhantes) já funcionam sob esse regime. O prefeito também declarou expressamente ser a favor da PEC 63/2023 que trata sobre a desoneração da folha para todos os setores da economia e que deve ser votada no Senado na próxima semana.
Até então, 17 setores incluindo telecomunicações e tecnologia estavam “pendurados” para ter a desoneração prorrogada até 2027.