Por nuvem, setor TIC deve crescer cerca de 5% no Brasil em 2024

As projeções do IDC para o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil, preveem um crescimento relativamente pequeno: cerca de 5,2%, ainda assim, é maior que as expectativas de crescimento econômico do país. Esta pequena alavanca deve ser impulsionada principalmente pela demanda por serviços em nuvem e maior busca por serviços de TI pelas empresas, apontam os especialistas.

Já no setor de telecomunicações, os serviços de dados, tanto fixos quanto móveis, são os principais impulsionadores de seu crescimento, com uma expectativa de avanço de 3,4%.

Com as empresas cada vez mais conscientes da importância dos dados e da computação em nuvem para impulsionar seus negócios, estima-se que o volume global de dados ultrapasse 157 zettabytes até 2027. “Quase um quarto desse volume já está na nuvem, crescendo com o dobro da velocidade que a gente vê daquilo que não está na nuvem”, explica Luciano Ramos, country manager do IDC Brasil.

Ramos reforça que, para que esses dados possam se tornar acionários e de fato serem aplicados para gerar valor aos negócios, as empresas vão ter que trabalhar muito em suas estratégias, estabelecendo uma cultura focada em dados.

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No Brasil, as soluções de dados na nuvem estão em ascensão, atingindo um valor de 1,5 bilhões de dólares em 2024. Esse movimento impulsiona investimentos em plataformas de gerenciamento de dados, análise e inteligência artificial (IA), com previsão de crescimento contínuo nos próximos anos.

Além disso, a evolução das redes corporativas é outra potência, com a migração cada vez mais intensa para soluções baseadas em nuvem. Estima-se que, até 2027, as soluções “cloud-based” acelerem em 24,3% ao ano, com previsão de alcançar um valor significativo de US$210 milhões de dólares em application performance e network performance somente no mercado brasileiro.

Ascensão das redes privativas e IoT

Outra tendência em ascensão são as redes móveis privativas, que estão se tornando uma realidade para diversas verticais de negócio. A oferta dessas redes pelos provedores de conectividade tem impulsionado não apenas a oferta de novos serviços, mas também novos modelos de negócios, especialmente alinhados com requisitos de tráfego de dados críticos e implementações de IoT.

Luciano Saboia, diretor de telecom para o IDC Latin America, ressaltou que o aumento da necessidade por desempenho, ampliação de recursos de segurança e ferramentas de gestão, em função do baixo alcance da conectividade em determinadas localidades, são os principais fatores de adoção das redes privativas para mais de 50% das empresas.

No que diz respeito à Internet das Coisas (IoT) e à automação de infraestrutura, espera-se um crescimento expressivo nos próximos anos. “Com o tráfego total estimado em 157 zettabytes até 2024, e 76% desse tráfego concentrado nos endpoints ou em edge computing, a demanda por infraestrutura altamente automatizada e segura é inevitável”, diz Saboia.

As tecnologias como 5G, SD-WAN e SASE desempenharão papéis essenciais nesse cenário, impulsionando casos de uso de IoT e exigindo soluções cada vez mais eficientes e disponíveis.

A segurança, é claro, permanece como uma preocupação central, com 54% das empresas brasileiras priorizando esse critério na escolha de provedores de serviços para projetos de IoT, segundo os dados da IDC.

Por sua vez, os ambientes edge devem absorver, até 2025, um investimento total de US$4 bilhões no Brasil, abrindo caminho para uma nova era de eficiência e inovação em várias verticais de negócio, como óleo, gás e manufatura

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