Oracle aposta em monetização de IA com teles virando provedoras corporativas

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A adoção de inteligência artificial (IA) pelas operadoras latino-americanas ainda enfrenta desafios de escala, mas começa a avançar da agenda de eficiência operacional para geração de receitas no mercado corporativo, segundo Alex Colcher, senior vice-presidente de telecom da Oracle.

“Muitos ainda olham a IA como redução de custo, mas quando as teles entendem que podem se posicionar como fornecedoras de IA para o mercado corporativo, a discussão muda de patamar”, afirmou.

Segundo o executivo, a estratégia envolve implantar soluções internamente como automação de atendimento, análise de chamadas e otimização operacional, já com desenho voltado à posterior oferta comercial desses serviços ao segmento B2B.

Nesse contexto, a parceria anunciada com a Claro, certificada no programa NVIDIA Cloud Partner, é vista como um exemplo desse reposicionamento. A operadora pretende combinar infraestrutura de nuvem com computação acelerada para ofertar serviços como GPU-as-a-Service e ambientes dedicados para treinamento e inferência de modelos de IA.

Colcher também destaca que a discussão sobre soberania de dados deve impulsionar novas oportunidades para as teles atuarem como provedoras locais de nuvem e inteligência artificial, especialmente em setores regulados. “Há uma oportunidade única para que as operadoras sejam provedoras soberanas de cloud e IA na região”, disse.

Além da monetização, ele aponta que a integração entre rede, nuvem e aplicações corporativas tende a ampliar o papel estratégico das operadoras junto a clientes empresariais.