Operadoras investiram R$ 9,1 bilhões no 3º trimestre de 2022: Conexis

O setor de telecomunicações investiu R$ 9,1 bilhões no terceiro trimestre de 2022. Segundo a Conexis Brasil Digital, o valor representa uma alta de 0,7% em valores reais na comparação com o mesmo período de 2021.

Os investimentos de janeiro a setembro deste ano somam R$ 26,5 bilhões. Considerando os valores investidos nos primeiros nove meses de cada ano, houve aumento médio de 2% ao ano entre 2017 e 2022.

Para Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis, o 5G será mais uma vez o grande protagonista de 2023, “com a expansão da nova tecnologia, o setor deve manter os altos níveis de investimentos verificados nos últimos anos, com média de mais de R$ 30 bilhões por ano”.

No ano passado, as operadoras de telecomunicações gastaram um volume alto de dinheiro para pagar pelas outorgas das frequências do 5G. Em 2022, mais recursos foram usados para começar a implementação da tecnologia, que exige novas antenas.

Ferrari ainda lembrou que a instalação de infraestrutura de telecomunicações também depende que as leis de antenas municipais estejam modernizadas. “Atualmente, cerca de 2% dos municípios têm leis de antenas atualizadas. A maioria ainda conta com leis antigas e que não acompanham os avanços tecnológicos”.

Vale destacar que as companhias do setor priorizam investir em cidades que já contam com as leis modernizadas, para evitar arriscar o capital.

Receitas

A receita das empresas foi de R$ 69,5 bilhões no terceiro trimestre de 2022, com uma queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando a inflação.

O serviço móvel foi responsável por 39% dos ganhos e a banda larga fixa representou 28% da receita bruta nos primeiros nove meses do ano.

Ambos os serviços cresceram em número de acessos. No caso da telefonia móvel, houve adição de 12,2 milhões de acessos nos últimos 12 meses, chegando a 259 milhões. Na banda larga, fixa e móvel, houve 14,8 milhões de novos acessos.

A Conexis ressalta que a indústria de telecomunicações, a telefonia móvel e a banda larga fixa têm aumentado sua participação na receita total, enquanto a telefonia fixa e a TV por assinatura têm diminuído sua participação, “resultado da queda dos acessos da telefonia fixa e do aumento da competição, respectivamente”.

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