Madri, Espanha. Além da base de assinantes, as operadoras podem aproveitar sua proximidade com o cliente final para entrar na computação de borda, declarou John Giusti, diretor de regulação da GSMA, durante o evento Digital Summit Latam 2026, nesta quinta-feira (26).
Para Giusti, o futuro será baseado em parcerias. “Vemos muitas parcerias hoje entre operadores, hyperscalers e outros atores, e o futuro será de colaboração”. E este movimento que já está acontecendo, a exemplo da parceria da Claro com um dos maiores provedores de nuvem: a Oracle (parceria que também inclui a Nvidia).
Sobre o impacto energético da inteligência artificial nas redes, Giusti evitou previsões, mas destacou o foco das operadoras móveis em eficiência.
“O importante do nosso lado é garantir a máxima eficiência energética possível dentro da rede. Investimos muito para ter soluções de classe mundial e trabalhamos de perto com stakeholders internacionais para cumprir metas de emissões líquidas zero”, afirmou, acrescentando que outras empresas do ecossistema digital devem apresentar suas próprias estratégias.
Já quanto aos efeitos da geopolítica nas cadeias de suprimentos e no ecossistema de fornecedores, o diretor destacou a importância da padronização internacional. “Enquanto continuarmos focados em padrões globais e interoperabilidade, poderemos seguir inovando e ampliando a conectividade para todos”, concluiu.