A Oi passou a incluir formalmente em suas projeções de viabilidade econômico-financeira a revenda do cobre retirado de sua antiga infraestrutura. De acordo com laudo anexado ao pedido de aditamento do plano de recuperação judicial da companhia, a operadora estima uma receita operacional líquida de R$ 1,106 bilhão com a venda do metal ao longo de 2025 e 2026.
O laudo, elaborado pela Meden Consultoria, projeta ainda R$ 486 milhões em receita com a comercialização do cobre no segundo semestre de 2025, e mais R$ 620 milhões ao longo de 2026.
Os valores foram incluídos nas premissas que sustentam o fluxo de caixa operacional da empresa e estão associados à extração do cobre “aéreo”, presente nas redes metálicas desmobilizadas, sobretudo em postes da antiga área de concessão da operadora.
Até então, a Oi evitava publicar estimativas sobre o valor de revenda do cobre, citando a forte oscilação do preço do material no mercado internacional. A inclusão agora sinaliza uma mudança estratégica na abordagem da companhia sobre monetização de ativos legados, com potencial impacto na geração de caixa durante a reestruturação.
A revenda de cobre pode representar um reforço relevante à liquidez da operadora, que ainda enfrenta desafios regulatórios e financeiros no processo de reequilíbrio econômico de sua operação.
A medida também chama atenção do ponto de vista regulatório, dado que parte dessa infraestrutura fazia parte dos bens reversíveis da concessão, cuja gestão segue em discussão com a Anatel.
O material com as projeções faz parte do anexo 2.6 do novo plano de recuperação judicial apresentado pela Oi à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.