Nubank planeja obter licença bancária no Brasil em 2026

O Nubank anunciou nesta quarta-feira (3) a intenção de solicitar uma licença bancária completa no Brasil em 2026. 

O anúncio coincide com o avanço do debate sobre a redução de assimetrias tributárias entre fintechs e bancos tradicionais no Brasil. Ontem (2), a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou projeto de lei que eleva de forma escalonada a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) aplicada a fintechs e instituições de pagamento, aproximando sua carga tributária da dos grandes bancos.

A simetria regulatória e fiscal tende a reforçar a lógica de grupos digitais buscarem licenças bancárias completas para ampliar operações em um ambiente de maior isonomia competitiva.

A CEO do Nubank no Brasil, Lívia Chanes, destacou em comunicado que a estratégia mantém o propósito original da instituição. “Fundada há 12 anos, somos responsáveis pela inserção de 28 milhões de pessoas no sistema financeiro, ampliando o acesso e simplificando a vida dos nossos clientes.”

Do ponto de vista regulatório, a própria companhia ressalta que a criação de um banco dentro de sua estrutura não implica mudanças materiais nos requisitos de capital e liquidez, já que o conglomerado atende às exigências vigentes e mantém níveis de solidez compatíveis com o novo enquadramento.

Com cerca de 110 milhões de usuários no Brasil, o Nubank já atua com todas as licenças necessárias para seus serviços, incluindo as autorizações como Instituição de Pagamento, Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI) e corretora de valores.

A iniciativa atende a uma resolução conjunta do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional (CMN), que padronizam o uso de marcas por instituições financeiras, permitindo que conglomerados mantenham uma única identidade comercial. 

A empresa informou ainda que a marca Nubank e sua identidade visual permanecerão inalteradas e que a mudança não gera impactos para clientes nem altera a operação dos produtos atualmente ofertados.