MWC 2024 | IPv6 é crucial para uso pleno do 5G e redes IoT

Whitepaper lançado na MWC 2024 pela Huawei, Anatel e Inatel apresenta metas de curto a longo prazo para sua implementação por operadoras e pelo governo no Brasil.

Barcelona.- “O IPv6 permite extensões e melhorias devido à sua flexibilidade, e sua adoção é fundamental para que se mantenha o progresso das telecomunicações no Brasil”, diz whitepaper lançado pela Huawei, Anatel e Inatel, que visa encorajar o mercado na adoção do novo protocolo no Brasil por meio de metas de curto (2024-2025), médio (2026-2027) e longo prazo (2028-2030).

Até 2030, espera-se que o percentual de usuários finais que acessam a internet pelo IPv6 chegue a 70%. A curto prazo (até 2025), as metas visam acelerar a habilitação do IPv6 para terminais domésticos de banda larga, fortalecer sua implantação e a aplicação em terminais de IoT e atualizar os CPEs corporativos para o novo protocolo.

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As metas se baseiam em um crescimento de implementação de 5% ano a ano, devido à sua taxa de crescimento de adoção do IPv6 nos últimos 10 anos.

“Algumas operadoras têm planejado implantar recursos de SRv6 (Segment Routing IPv6) e de IFIT com IPv6 Enhanced para atualizar os recursos de linha privada, acelerar a implantação de linha privada IPv6, fornecer rapidamente recursos de linha privada para clientes do setor e auxiliar as operadoras a aumentar a receita para serviços B2B”, diz o documento.

Urgência da implementação do IPv6

O documento alerta ainda que o protocolo IPv4 irá limitar o pleno funcionamento das redes 5G e das aplicações de IoT devido a seus problemas de escalabilidade e inflexibilidade se não for superado.

“O crescente número de dispositivos conectados vai demandar uma grande capacidade de endereçamento e aplicações de IoT com dispositivos de baixo processamento vão requerer protocolos de comunicação adaptados”, alerta o documento.

Dessa forma, a transição para o IPv6 se apresenta urgente não só pelos seus benefícios de maior segurança, largura de banda e baixíssima latência, mas porque desde 2020 os endereços de IP pelo antigo protocolo estão esgotados na América Latina.

Atualmente a adesão do Brasil ao IPv6 está em 50%, ocupando o 3º na América Latina, estando atrás do Uruguai e do México, segundo informações do Lacnic, que gerencia o endereçamento de IP na região.

“Em todo o mundo, a implementação do IPv6 já ultrapassa 50%. Então, agora, metade do mundo está usando IPv6. E estamos vendo que em 2030 erá mais de 90% da rede mundial utilizando. Assim, todas as novas exigências trazidas pela mais recente tecnologia estão sendo observadas”, disse o coordenador do whitepapper, Shucheng Liu, diretor técnico da Huawei.

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