Ministérios criam GT para avaliar conectividade no turismo do Brasil

Os ministérios das Comunicações (MCom) e do Turismo (MTur) vão criar um Grupo de Trabalho (GT) para mapear rotas turísticas brasileiras que não contam com internet ou com uma conectividade significativa – conceito em que os usuários podem não somente acessar a rede regularmente, mas também melhorar suas vidas, segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT), uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU). A intenção foi firmada durante visita da ministra do Turismo, Daniela Carneiro, com parte de sua equipe técnica ao ministro das Comunicações, Juscelino Filho, nesta terça-feira (24).

De acordo com a ministra Daniela, um levantamento preliminar feito pelo Sebrae, em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e o MCom, em 2020, aponta que uma parte das rotas turísticas brasileiras não teria conexão com a internet.

Por isso, o primeiro passo do GT será atualizar este levantamento para, então, saber a quantidade de locais e entender qual é a infraestrutura de internet que cada ponto precisa. Em seguida serão elencadas as prioridades, checado o orçamento e iniciada a implantação nas rotas turísticas, segundo o ministro das Comunicações. “Saber onde é que precisa chegar com a fibra, com o satélite, como é que resolve; aonde é rodovia, aonde é praça e planejar a execução: o que o ministério consegue executar por meio da Telebras, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) ou abrir parceria com os pequenos provedores ou as grandes operadoras”, detalhou Juscelino Filho.

A ministra do Turismo está confiante com a criação do grupo de trabalho e acredita que será possível avançar no tema. “É uma pauta muito forte do nosso presidente Lula, de que as pessoas mais pobres tenham acesso gratuito à internet. E nós temos pontos turísticos fantásticos, no nosso Brasil, onde não há conectividade”, destacou Daniela Carneiro.

Na última semana, o ministro Juscelino Filho esteve na Anatel e antecipou essa preocupação à Agência, além de citar outras áreas e setores que também precisam de conectividade. “Nosso foco é a inclusão digital: levar internet para as áreas mais distantes, priorizando escolas. Já temos recurso do Leilão do 5G para isso, mas queremos reforçar, também, nosso diálogo com a Saúde, bem como expandir o assunto para outras áreas”, afirmou.

*Informações do Ministério das Comunicações.