Keeta testa capacetes inteligentes em entregas no Brasil

Piloto com 350 dispositivos aprofunda uso tecnologia embarcada e segurança nos serviços de delivery

Com menos de seis meses de estreia no mercado de delivery brasileiro, a Keeta, braço internacional da chinesa Meituan, iniciou em São Paulo a distribuição de capacetes inteligentes para entregadores ciclistas, em um projeto piloto com 350 unidades.

Os dispositivos fazem parte de um ecossistema mais amplo da Meituan, que integra navegação por voz, gerenciamento de chamadas por comando físico e conectividade Bluetooth e monitoramento em tempo real à plataforma logística. 

Na prática, o capacete funciona como uma extensão do aplicativo, reduzindo a dependência do smartphone durante as corridas, de forma que o entregador não precise tirar as mãos do guidão.

O foco da iniciativa está na coleta de dados e na automação da operação, mas também em sistemas de segurança: sensores detectam quedas ou impactos e, na ausência de resposta do entregador, disparam alertas automáticos para uma central, que pode acionar serviços de emergência.

Mais do que um item de proteção, o dispositivo reforça a estratégia da empresa de integrar inteligência artificial diretamente na ponta da operação. Isso aproxima o modelo de delivery de uma lógica de plataforma logística mais fechada e verticalizada.

O movimento indica esse avanço no posicionamento da Keeta no Brasil, ao trazer um modelo já consolidado na China, onde mais de 1,2 milhão de capacetes foram distribuídos, abrangendo mais de 50% dos motoristas parceiros. Segundo dados da companhia, isso reduziu em 15% os acidentes graves entre entregadores.

A escolha por São Paulo como base do piloto permite à empresa avaliar desempenho em um dos mercados mais complexos da América Latina, tanto em densidade urbana quanto em volume de pedidos.

Segundo a companhia, os testes vão medir impacto em segurança, usabilidade e eficiência operacional antes de uma eventual expansão para outras cidades. A seleção inicial de entregadores de alto desempenho também indica foco em validação com usuários mais engajados, antes de escalar a tecnologia.