Teletime – Marcos Urupá
O Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social protocolou na justiça estadual de São Paulo uma ação de produção antecipada de provas contra a Telefônica/Vivo para obter documentos e informações sobre a falha de segurança detectada no site “Meu Vivo”. Segundo a ONG, foram vazados dados pessoais como nome, CPF, RG, email, nomes de pai e mãe, de 24 milhões de clientes cadastrados no site. Ainda não se sabe qual vara do Fórum Cível a ação tramitará.
Na ação, o Intervozes diz que a empresa não disponibilizou nenhuma ferramenta para que clientes checassem se seus dados estavam expostos à falha de segurança identificada ou para notificar os usuários concreta ou potencialmente afetados. A falha, diz a entidade na ação judicial, foi descoberta pelo WhiteHat Brasil, um grupo de pesquisadores em segurança da informação que atuam identificando brechas em sites que possuem grande fluxo de dados. Segundo o grupo, por meio de uma técnica chamada “raspagem de dados”, qualquer pessoa que tenha conhecimentos básicos em programação conseguiria gravar parte do código contendo os dados dos clientes que a plataforma da Vivo gera.