Inflação e incertezas fragilizam telecomunicações em 2023

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) tem uma projeção estável para o setor em 2023, com crescimento no faturamento de 5% em comparação ao ano passado, chegando a R$ 228 bilhões, mas que deverá ser neutralizado pela inflação de 5%.

O setor de telecomunicações deverá ter um faturamento de R$ 46,818 bilhões ante R$ 46,810 bilhões do ano passado. Considerando a inflação, representa uma retração de 1%.

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A associação explica que os empresários da indústria elétrica e eletrônica estão cautelosos em relação ao cenário interno e externo. 

No Brasil, a preocupação é a incerteza em relação ao novo governo, em relação à questão fiscal. E no exterior, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e as projeções de crescimento mais modestas, principalmente para os Estados Unidos e países da Europa, assustam.

Mesmo assim, 69% das empresas esperam crescimento das vendas, 18% esperam estabilidade e apenas 13% projetam queda.

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E o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Setor Eletroeletrônico aumentou 5,3 pontos no mês de fevereiro, chegando a 51,1 pontos. “Este crescimento interrompeu o movimento de quatro quedas consecutivas”, segundo a Abinee.

O ICEI varia de 0 a 100 pontos, sendo que acima de 50 pontos mostra confiança do empresário e abaixo, falta de confiança.

Avaliação de 2022

O cenário projetado é parecido com o de 2022, quando a receita do setor eletroeletrônico aumentou 3% na comparação com o ano anterior, mas a inflação fez o valor real encolher 3%. Na ocasião, o setor de telecomunicações também teve uma retração de 1%, apesar do crescimento nominal de 3%. 

Os fabricantes de infraestrutura de telecomunicações se destacaram com um aumento de 7% em 2022, devido aos investimentos para o 5G. Já os fabricantes de celulares tiveram uma diminuição de 5%.

A Abinee ainda ressaltou a preocupação com o mercado não oficial de smartphones, que atingiu aumentou sua participação no mercado total de menos de 2% em 2018 para cerca de 8%, em média, nos últimos quatro anos.

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A associação também informou que a área de informática encolheu no último ano e deve continuar encolhendo em 2023. O resultado negativo se deve aos crescimentos anormais em 2020 e 2021, quando a sociedade teve que atender às demandas de home office e educação à distância por causa da pandemia de Covid-19.

A expectativa é que a área diminua o ritmo em 2023 para voltar a crescer nos próximos anos de forma mais consistente.

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