domingo, enero 29, 2023
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Esta empresa ajuda a manter outros negócios vivos durante a pandemia por meio da digitalização

Depois de crescer 49% em 2020, a DocuSign montou um hub no México para ampliar sua atuação no mercado da América Latina.

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A transformação digital no meio corporativo tornou-se questão de vida ou morte para diversas companhias durante a pandemia. A pesquisa “Covid-19 e o futuro dos negócios”, da IBM, revela que a doença criou um senso de urgência em torno da digitalização. 

A formalização de contratos de maneira eletrônica é fundamental para que bancos, empresas do setor de saúde e o mercado imobiliário, por exemplo, continuem operando, mesmo com restrições de mobilidade e de atendimento presencial.

A DocuSign tem sido essencial para a sobrevivência de outras empresas, pois atua em Agreement Cloud, auxiliando no preparo, assinatura, acompanhamento e gerenciamento de documentos de forma digital. 

Depois de crescer 49% em 2020, alcançando uma receita de US$ 1,5 bilhão, a DocuSign inaugurou um escritório no México neste ano para ampliar sua posição na América Latina de língua espanhola.

“Somos líder mundial em formalização, uma empresa jurídica que usa tecnologia”, apresenta Gustavo Brant, vice-presidente da DocuSign para a América Latina. Em entrevista para a DPL News, ele contou como a companhia ajuda outros negócios.

Por que mudar para o modelo eletrônico

Para Brant, três pilares fazem com que as organizações digitalizem seus acordos: a redução de custo direto, redução de custo indireto e perdas de negócios.

Gustavo Brant, vice-presidente da DocuSign para a América Latina

O custo direto está relacionado às despesas com o papel. Se uma empresa tem contrato com o setor de agronegócio, ela precisa assinar o documento e levar o mesmo papel para o fazendeiro. O preço de impressão e de transporte são dois custos diretos.

Dependendo do setor de atuação da companhia, é necessário armazenar os contratos em storage para mantê-los por anos. Esse é outro exemplo de custo direto que seria eliminado com a transformação digital.

Os custos indiretos se referem à mão de obra que poderia estar alocada em outras atividades dentro da empresa. “Para provisionar uma linha telefônica, eu preciso cadastrar o nome da pessoa em vários sistemas ligados”, conta o executivo. Esse processo é manual e demanda uma equipe.

No entanto, com o contrato eletrônico, todas as informações são metadados que podem ser integrados nos sistemas de uma vez. “Assim que você assina eletronicamente, a DocuSign se encarrega de enviar seu nome e dados para todos os sistemas”, explicou.

Já a perda de negócios está relacionada ao aumento de receita ou à diminuição de passivo. Para exemplificar, Brant comentou sobre o caso da Caixa Seguradora, uma companhia que vende seguros através do balcão do banco Caixa, do Brasil.

De acordo com determinações do órgão regulador, a venda de um seguro só é reconhecida se a empresa estiver com o acordo sob sua tutela. “Por isso foi criado um sistema de logística, que funciona como um malote que passa pelas milhares de agências espalhadas pelo Brasil, recolhe os contratos e os leva para a matriz da Caixa Seguradora em Brasília”, afirmou.

Além de ser um processo caro, parte dos documentos não chegavam à matriz. “Por ano, eles perdiam 5% de vendas. Isso era um prejuízo de R$ 35 milhões”, disse.

Um quarto elemento surgiu com a pandemia: manter as operações. “Às vezes, isso se sobrepõe aos três fatores porque as empresas estão tentando resolver uma dor maior, que é continuar atendendo os clientes, parceiros e fornecedores“, completou.

Segurança

Uma das principais preocupações do mercado é quanto à segurança dos contratos digitais. “As pessoas se sentem mais seguras em assinar um papel porque sempre usaram o papel, mas, na verdade, elas estão mais seguras ao assinar eletronicamente”, garante Brant. 

Pois quando o processo é feito no computador ou em um celular, o sistema colhe diversos elementos comprobatórios, como o IP e a geolocalização.

“A DocuSign também pode mandar um token para o celular da pessoa para confirmar a identidade dela”, contou. “Com isso, eu monto uma trilha de auditoria jurídica que serve como elemento comprobatório em uma eventual disputa judicial”.

Sobre o investimento no México, o executivo assegura que se trata de um movimento estratégico: “o Brasil tem sido uma região de franca expansão para a DocuSign Internacional. E a gente entende que o hub México tem o potencial de ser muito maior do que o Brasil, porque vai atender todos os países de língua espanhola”.

Mirella Cordeiro
Mirella Cordeiro
Editora, jornalista de temas digitais, de telecomunicações e tecnologia e correspondente da DPL News no Brasil e em português.

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