Eletronet investe R$ 157 milhões para ampliar em cerca de 50% sua rede de fibra óptica e passa a atender novos estados

Eletronet, uma empresa Axia Energia referência em telecomunicações e TI, anuncia um plano de expansão de sua infraestrutura, que contará com investimento de R$ 157 milhões. O projeto prevê a implementação de cerca de 8 mil quilômetros de fibra óptica OPGW (Optical Ground Wire), o que representa um crescimento de aproximadamente 50% da malha atual da companhia, formando 21 novas rotas. Além disso, serão construídos 85 novos Edge Data Centers, que possibilitarão ampliar ainda mais o atendimento especializado aos Provedores de Internet (ISPs) regionais, operadoras de telecomunicações, provedores OTT (Over-The-Top) e Data Centers, levando infraestrutura de borda mais perto do mercado consumidor.

O projeto está previsto para ser entregue em três fases, sendo a primeira no segundo trimestre e as demais no segundo semestre de 2026, quando a empresa somará 26 mil quilômetros de rotas e 255 Edge Data Centers, em 23 estados de todas as regiões do país, contando com ainda mais qualidade, capilaridade e confiabilidade para sua rede.

“Esse investimento é uma resposta às novas demandas por conectividade, impulsionadas pela expansão do uso de Inteligência Artificial, Cloud, Internet das Coisas e Data Centers. Esse cenário exige redes de alta capacidade, alta resiliência, baixa latência, maior diversidade de rotas e previsibilidade operacional”, afirma Rogério Garchet, CEO da Eletronet. Segundo o executivo, a iniciativa expande o portfólio da companhia com ofertas de colocation nos Edge Data Centers e amplia o ecossistema de produtos de trânsito IP e conectividade, que são interligados a 35 Data Centers e a 25 Internet Exchanges (pontos de interconexão para a troca direta de tráfego nacional e internacional). “Estamos reforçando nosso papel como um hub neutro de serviços de conectividade, infraestrutura e inovação, permitindo atender com essa nova expansão mais de mil novas cidades no interior do Brasil por meio de uma rede de alta resiliência com taxa de 99,9% de disponibilidade real. Isso ainda impulsionará uma maior digitalização da população e melhora a qualidade para o atendimento ao mercado corporativo”, diz.

O projeto marca a entrada da companhia em cinco novos estados — Pará, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre e Rondônia —, ao mesmo tempo em que reforça e densifica a rede já existente nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, com novos investimentos nas rotas presentes em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Maranhão e Paraíba.

A nova malha óptica conectará importantes capitais, cidades pequenas e médias e áreas estratégicas próximas a fronteiras internacionais, com potencial de impactar uma população estimada em mais de 16,2 milhões de habitantes, aumentando as possibilidades de interconexão com mercados da América Latina, como Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru e Bolívia, cujos provedores de internet poderão se conectar à rede da Eletronet por meio de novos Edge Data Centers presentes em Chuí (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Assis Brasil (AC).

“Prevemos que as rotas ópticas instaladas permitam uma capacidade de até 38,4 Tbps por trecho, com tecnologia de última geração aliada à alta eficiência espectral, que maximizará o aproveitamento da largura de banda”, afirma Emerson Hioki, Chief Technology Officer (CTO) da Eletronet. Segundo ele, a arquitetura criará múltiplos caminhos e anéis de redundância, elevando a disponibilidade dos serviços e reduzindo riscos de gargalos ou interrupções. “Dessa forma, a Eletronet reduz barreiras técnicas e de custo ao mercado, estimulando a inovação e criando condições para que clientes expandam seus serviços de maneira mais competitiva, com eficiência e segurança”, diz.

O projeto de expansão também reforça o compromisso da Eletronet com práticas sustentáveis. A companhia já opera com energia proveniente de fontes renováveis, incluindo geração solar, além de atuar no mercado livre de energia. Essa estratégia fortalece a governança do uso, amplia a eficiência energética e já resulta em uma redução média de 19% nos custos relacionados a consumo. Na nova fase de crescimento, a empresa dará continuidade a essa diretriz, com a utilização de energia solar para abastecer os Edge Data Centers que serão implementados, alinhando a ampliação da infraestrutura a critérios de responsabilidade ambiental e desempenho operacional.