Cidades inteligentes dependem de infraestrutura de telecomunicações, diz pesquisadora

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A chave para a infraestrutura de cidades inteligentes é a infraestrutura de telecomunicações. A conectividade é o que torna possível o monitoramento de diversas atividades, que geram dados e a consequente criação de políticas públicas mais efetivas e de novos serviços, segundo Ana Carolina Benelli, pesquisadora do ITS Rio. Os dados, quando colocados à disposição da população, também tem o potencial de empoderar o cidadão. 

Benelli participou do evento promovido pelo Movimento Antene-se na manhã desta quinta-feira, 29. Ela explicou que a expectativa para o 5G nas cidades é que 55% dos dados sejam coletados por dispositivos de Internet das Coisas (IoT). “Esse é um fator importante para apoiar na cocriação de soluções urbanas”, disse.

A conectividade permite o monitoramento por meio de medidores inteligentes, iluminação pública e tráfego inteligente, por exemplo. Com as informações, é possível fazer o gerenciamento inteligente de energia, reduzir o desperdício e tornar o investimento público mais eficiente.

Se um bairro está com um vazamento de água, por exemplo, a administração pública pode ser mais assertiva ao diagnosticar a origem do problema e em resolvê-lo.

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Outro fator importante nas cidades inteligentes é que os dados estejam abertos para os cidadãos. “Gera empoderamento do cidadão, que vai poder ter maior participação da vida urbana, ele vai poder ter a possibilidade de crescimento”, comentou a pesquisadora.

Ela citou o exemplo de Londres que, em 2018, colocou 80 conjuntos de base de dados à disposição dos cidadãos. Com isso, foram criados aproximadamente 600 aplicativos e 42% dos londrinos utilizaram esses novos serviços. Ou seja, gerou empregos e impulsionou a economia.

“A gente tem que passar de um governo que era centrado na informação para orientado a dados, de um governo que tem ‘acesso à informação’ ao ‘aberto como padrão’”, defendeu.

A posição de Benelli está de acordo com o que definiu Paulo Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc). “Uma cidade inteligente é aquela que entrega tecnologia e usa o que ela tem de melhor para melhorar a vida das pessoas físicas e jurídicas”, disse o executivo. Ele também ressaltou que o conceito de cidade inteligente inclui tanto áreas urbanas quanto rurais.

A Abinc é uma nova associada do Movimento Antene-se, que se propõe a ajudar os municípios a adequarem suas leis à Lei Geral de Antenas. As torres e antenas são a principal infraestrutura que garante uma boa conectividade.

Também participaram do evento Luciano Stutz, porta-voz do Movimento Antene-se; Sergio Sgobbi, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Brasscom; Caio Cristófalo, Gerente de Investimentos e Competitividade do InvestSP;  e Karla França, analista técnica em Planejamento Territorial e Habitação da Confederação Nacional dos Municípios.

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