Tele.síntese – Miriam Aquino
Paulatinamente, os problemas que envolvem a liberação da faixa de 3,5 GHz para a prestação do serviço de quinta geração da telefonia móvel estão sendo ultrapassados pelo grupo de estudos liderado pelo SindiTelebrasil (que reúne as operadoras de celular) que tenta viabilizar a proposta apresentada ao MCTIC e à Anatel no final do ano passado, que prevê a ampliação de mais 100 MHz do espectro a ser leiloado, de maneira a evitar os altos custos da migração dos canais de TV por parabólica (TVRO) para a banda KU, como revindicam os radiodifusores.
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações ainda não tem uma posição sobre qual é a melhor solução, do ponto de vista tecnológico. A única certeza que tem é que o leilão deve mesmo incorporar mais 100 MHz, ou seja, seriam vendidos 400 MHz na faixa de 3,5 GHz e não os 300 MHz inicialmente sugeridos pela Anatel. Para o MCTIC, quanto mais banda para a 5G melhor para a prestação dos novos serviços digitais. Diante dessa indefinição ainda pode ser possível que o Ministério resolva não decidir essa questão, e deixar para a agência reguladora bater o martelo.