Campsoft exemplifica crescimento de mercado de SVA junto ao streaming

A Campsoft, empresa brasileira que oferece soluções de SVA (Serviços de Valor Agregado) para provedores de internet, em apenas quatro anos de existência, está em plena expansão. Atualmente, atende cerca de 350 ISPs por todo o Brasil, mas espera atingir mil até 2030 (embora acredite que alcance a meta antes).

Apesar de não revelar valores, a empresa diz ter crescido de quatro a cinco vezes em 2023. Esse crescimento se ampara no potencial do próprio mercado de SVA, que está em rápido crescimento no Brasil por estar diretamente ligado a outros que só crescem a nível global: os mercados de streaming, de e-books e de telemedicina.

A mais recente pesquisa Panorama Mobile Time, mostra que a proporção de brasileiros com smartphone que assinam serviços de streaming, subiu de 44% para 66% desde a pandemia e que cada um deles assina de dois a três serviços de streaming.

Para as ISPs, são uma grande oportunidade de diversificar receitas, se posicionar de forma mais competitiva e de fidelizar clientes. “Desde plataformas de entretenimento digital até aplicativos de envio de mensagens em massa, os provedores agora têm acesso a um amplo leque de opções para diferenciar seus serviços e atender às demandas diversificadas do mercado”, enfatizou o CEO, Ricardo Camps, em entrevista à DPL News.

Neste mercado cada vez mais competitivo, a Campsoft busca se diferenciar para além do portfólio que inclui produtos próprios: a empresa oferece orientações estratégicas, treinamento e assistência técnica aos provedores e até tira dúvidas tributárias, às vezes.

“Trabalhar com essa consultoria é de nosso interesse também. Quanto mais o provedor se aprimora, mais ele entrega e volta a buscar nossos serviços. Com o cliente na ponta satisfeito, é bom para todo mundo”, constatou Camps.

Portfólio com produtos próprios

A Campsoft é uma integradora de seus próprios serviços. Tendo nascido como uma empresa de audiolivros, a Tocalivros, que ainda está em pleno funcionamento no mesmo prédio em que está a sua “filha” Campsoft, é um dos motores de alavancamento de receita da sociedade entre os irmãos Ricardo e Marcelo Camps.

A Tocalivros já existe há 10 anos e é um dos aplicativos vendidos pela SVA. O mercado de audiolivros e e-books também possuem projeções exponenciais de crescimento. Segundo levantamento da BusinessWire, até 2026, o mercado global de e-books deve crescer 28% em receitas, chegando aos US$ 23,1 bilhões.

Fair share

Por ser um habilitador e difusor dos serviços de streaming, mas também responsável pelo disparo de mensagem em massa, o mercado de SVA é indiretamente demonizado na disputa entre o setor de internet (nomeadamente as plataformas digitais ou big techs) e o setor de telecomunicações.

Ricardo defende que o modelo atual é suficiente. “Para mim parece que isso [fair share] criaria uma tributação a mais, pois no caso dos provedores, eles já pagam impostos”, para o CEO, todo mundo já paga de um jeito ou de outro para proporcionar seus serviços.

“As operadoras também ganham muito, já não existe mais zero rating, tudo gera um custo que é arcado pelo cliente. Se o cliente compra 10 megas, ele é tarifado pelos 10 megas”, exemplificou. No entanto, para ele, e no caso deste mercado em específico, alternativas como a adoção de CDNs (Content Delivery Networks) podem oferecer uma solução viável.

“Esse sistema permite armazenar conteúdos populares localmente, evitando a necessidade de transmissão constante de dados de grandes provedores de streaming, como o Netflix, por exemplo. Isso não só alivia a carga sobre a infraestrutura de internet, mas também reduz os custos associados à largura de banda externa”, concluiu.

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