BTG recomenda compra de ações da América Móvil, dona da Claro

Crédito: Adobe Stock

Operadora se fortalece no Brasil e no México, diante da volatilidade eleitoral com ações mais baratas em comparação às demais operadoras.

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As ações da América Móvil (AMX), dona da Claro, receberam uma classificação de compra do banco de investimentos BTG Pactual, com um preço-alvo de 20 pesos mexicanos. O banco qualificou a empresa como “uma excelente oportunidade de investimento”, devido às suas forças em mercados como México e Brasil, o que poderia servir como proteção diante da volatilidade em um ano eleitoral.

A instituição financeira estima que a América Móvil oferece uma oportunidade interessante de retorno para este ano, dada a baixa rentabilidade (compras de ações e dividendos) que a ação registrou em 2023. O preço-alvo da ação em 12 meses resultaria em um retorno de cerca de 25% em relação ao seu preço atual de 15,58 pesos, tornando-a atualmente uma ação barata em comparação com seus pares na indústria de telecomunicações.

Além disso, o banco espera que, após o baixo desempenho dos retornos (cashback) em 2023, a taxa de retorno melhore em 2024 para 7,2% e 11,3% em 2025. Isso, apesar do anúncio de maiores investimentos (Capex) pela empresa, totalizando 8,6 bilhões de dólares a serem executados neste ano.

Dado o desempenho esperado, o BTG também considera que a ação representa uma oportunidade de proteção diante da volatilidade esperada em um ano eleitoral tanto no México quanto nos Estados Unidos.

“Portanto, acreditamos que a América Móvil é uma excelente opção para investidores que procuram modelos de negócios estáveis, uma posição competitiva sólida, diversificação geográfica, uma forte geração de fluxo de caixa e um retorno significativo sobre o investimento”, afirma a instituição financeira.

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Crescimento no Brasil e no México

Entre as principais fortalezas da empresa, o BTG destaca sua posição no México, onde conseguiu aumentar suas receitas móveis e defender sua posição no segmento fixo; no Brasil, onde o desdobramento de fibra óptica permitiu compensar a fraqueza no mercado de TV paga; e a solidez do mercado colombiano, apesar da crescente concorrência de operadores como WOM e do risco de novas medidas regulatórias.

Para o Brasil, o BTG observa um desempenho positivo no mercado móvel, apoiado pela consolidação do setor, que permitiu a todos os operadores registrar um crescimento em suas receitas, liderados pela América Móvil, que teve um aumento de 9,7% ano a ano no terceiro trimestre. Além disso, espera-se que os operadores consigam enfrentar as pressões inflacionárias por meio do aumento de preços de seus serviços.

Também prevê que o contínuo desdobramento de fibra óptica pela Claro permitirá manter uma tendência positiva nas receitas de banda larga, à medida que o mercado de TV paga enfraquece.

Em relação ao México, a análise destaca que a América Móvil conseguiu aumentar suas receitas em 4,6% e seu ARPU em 3% ano a ano no terceiro trimestre de 2023, superando seus concorrentes. Além disso, no segmento fixo, espera-se que o desdobramento de fibra ótica, que atualmente atinge 26 milhões de casas, ajude a proteger sua base de clientes apesar da falta de oferta de televisão.

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No entanto, também alerta sobre a incerteza em sua operação mais importante, pois este ano espera-se que o Instituto Federal de Telecomunicações (IFT) publique o resultado da revisão bienal das medidas de preponderância. O BTG descarta que o operador enfrente mudanças regulatórias adicionais, depois que os executivos indicaram que estas podem até mesmo ser relaxadas.

Finalmente, embora o BTG destaque que a América Móvil tem uma posição sólida na Colômbia, o operador enfrenta vários desafios decorrentes da crescente concorrência de operadores disruptivos como WOM, bem como novas medidas regulatórias que podem impactar sua rentabilidade e posição no mercado.

Entre as oportunidades oferecidas pelo mercado colombiano, a instituição financeira aponta que a baixa penetração dos serviços de banda larga fixa, a fragmentação do mercado e o uso de tecnologias obsoletas oferecem um espaço de crescimento por meio do desdobramento de fibra que os operadores podem utilizar como uma vantagem competitiva.

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