Tentando alugar metade da capacidade de 700 MHz da Winity em 1,1 mil cidades, a Vivo promete um uso imediato do espectro em 98% dos municípios abrangidos no acordo. As informações constam em manifestação enviada ao conselheiro do Cade, Sérgio Ravagnani – ou o relator de recursos contra o aval dado pelo órgão à operação.
No documento conjunto, Vivo e Winity rebateram os questionamentos de TelComp, Neo e Abrintel junto ao órgão antitruste – que abriu há duas semanas instrução complementar sobre o caso. Além de rechaçar preocupações sobre uma ociosidade de espectro a ser gerada pelo acordo, a dupla também afirmou que o arranjo deixa espaço para novas operadoras móveis em cidades menores – onde a atuação de prestadoras de pequeno porte (PPP) seria mais “viável”.
Já nas cidades maiores – onde a disputa entre as operadoras nacionais é mais acirrada -, o uso do 700 MHz pela Vivo seria o melhor emprego do recurso e evitaria a duplicação de redes, defendem as interessadas. A líder do mercado móvel indicou a Ravagnani que fará ativação imediata da capacidade extra em 1.099 municípios, ou 98% dos casos. “[Isso] atenderá a demanda crescente por mais capacidade em grandes centros, onde rede móvel sofre cada vez mais pressão em razão do constante aumento de consumo de dados da população”.