Teletime – Bruno do Amaral
Causou desconforto entre algumas operadoras a declaração do ministro das Comunicações, Fábio Faria, de que iria mandar uma “recomendação” para que as operadoras parem de chamar o 5G DSS de 5G. Na visão do chefe da pasta, essa tecnologia de compartilhamento dinâmico de espectro não poderia ser chamada de 5G por não oferecer as características de velocidade e latência esperadas para o padrão. A questão é que há uma razão técnica para a nomenclatura adotada, que afeta inclusive a identificação da rede que aparece no ícone 5G mostrado na tela dos celulares habilitados.
Conforme apurou TELETIME, esse ícone é na verdade apresentado pelo próprio celular, não sendo assim gerenciado pela operadora. O aparelho busca as redes com as quais é compatível e escolhe a tecnologia com maior capacidade – no caso do DSS, exibindo apenas a sigla 5G no topo da tela.
Essa identificação é baseada em um protocolo de comunicação definido pelo 3GPP, grupo responsável pela padronização de tecnologias móveis e que emite as diferentes versões de redes. Um exemplo é o Release 16, exigido pela Anatel no edital do leilão de 5G encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e, até o momento, o padrão mais avançado para a quinta geração.
Mais informações: https://teletime.com.br/13/05/2021/reclamacao-de-ministro-sobre-uso-do-icone-5g-conflita-com-definicoes-do-3gpp/