O Ministério das Comunicações (MCom) deve concluir, ao longo de 2026, a conexão à internet das Unidades Básicas de Saúde (UBS) que ainda não contam com acesso à rede, garantindo a conectividade das 1.191 UBS previstas no plano federal, segundo comunicado da pasta. A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério da Saúde e tem como objetivo ampliar o uso de prontuários eletrônicos, fortalecer o teleatendimento e melhorar o fluxo de informações clínicas, especialmente em áreas remotas do país.
Do total previsto, 859 UBS já estão conectadas e operam com internet pública ativa. As 332 unidades restantes, localizadas majoritariamente em regiões de difícil acesso, serão indicadas pelo Ministério da Saúde e conectadas ao longo do próximo ano.
A expansão da conectividade reforça a política de digitalização do SUS, com impacto direto na qualidade do atendimento e na redução de desigualdades regionais. Comunidades rurais, indígenas, ribeirinhas e periferias urbanas estão entre as principais beneficiadas.
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As regiões Norte e Nordeste concentram mais da metade das UBS já conectadas, consolidando um dos maiores investimentos federais recentes em infraestrutura digital voltada à atenção primária.
Além de viabilizar teleconsultas e telediagnósticos em municípios com baixa infraestrutura digital, a conectividade fortalece o uso do prontuário eletrônico, acelerando a tomada de decisão clínica e o acompanhamento contínuo dos pacientes.
Dados do Censo Nacional de Unidades Básicas de Saúde, divulgado no segundo semestre de 2025 pelo Ministério da Saúde, indicam que 94,6% das UBS do país já dispõem de acesso à internet e que 87% utilizam prontuário eletrônico. Com a conclusão das conexões previstas para 2026, o governo federal avança para a universalização da conectividade na atenção primária, criando condições para maior integração entre sistemas, ganho de eficiência no acompanhamento de pacientes e mais agilidade no atendimento, na ponta onde o SUS se materializa para milhões de brasileiros.