Os pequenos e médios operadores de banda larga estão dispostos a participar de uma solução para, na eventualidade de uma intervenção da Anatel ou falência da Oi, “ser parte da solução”, nas palavras de Carlos Eduardo Sedeh, CEO da Mega Telecom e conselheiro da Telcomp. A solução seria o fatiamento da base de clientes da operadora, passando a outras empresas a responsabilidade pelo atendimento aos consumidores residenciais e corporativos.
“Não existe nenhuma solução simples, mas queremos conversar com o governo para encontrarmos uma alternativa”, diz Rui Gomes, CEO da Um Telecom e também membro do conselho da Telcomp. Na mesma linha está Adriano Marques, conselheiro da Wirelink: “temos condições de ajudar a resolver o problema da Oi e ajudar os consumidores”. As manifestações foram trazidas na abertura do III Simpósio Telcomp, que acontece esta semana em Brasília.
Na visão dos executivos, a participação das pequenas operadoras em uma eventual situação de inviabilidade da Oi passa pelo fatiamento da operadora, já que dificilmente apenas um deles teria como assumir os mais de 4 milhões de clientes residenciais e os clientes corporativos da Oi. Além disso, existe a questão dos contratos já celebrados com a V.tal, que opera a rede que atende a estes consumidores.