Entre 2019 e 2022, o valor de bens e serviços trocados online no Brasil totalizou R$ 450 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor é mais do que o dobro do registrado no período de 2016 a 2019, quando foi de apenas R$ 178,07 bilhões. O crescimento, é claro, é parcialmente explicado pela pandemia da COVID-19 e pela mudança radical no comportamento do consumidor, mas também tem a ver com o fato de que os brasileiros simplesmente adoram o comércio eletrônico.
Segundo dados da YouGov, multinacional especializada em pesquisa de mercado on-line, 55,1% dos adultos do país dizem que preferem comprar coisas on-line em vez de em lojas físicas. A porcentagem está substancialmente acima da média geral da América Latina, que é de apenas 35,1%. Mas o caso de amor do Brasil com o comércio eletrônico também se destaca no cenário global: em média, apenas 40,1% dos entrevistados em todo o mundo dizem que preferem fazer compras on-line, um número estatisticamente inferior ao do Brasil.