Brasil | Novo padrão trará superdemanda por fibra óptica
Valor – Rafael Bitencourt
O setor de telecomunicações já faz as contas de quanto precisará a mais redes de fibra óptica para escoar o tráfego de dados gerado pela telefonia de quinta geração (5G). O Grupo Prysmian, um dos líderes mundiais na fabricação de rede óptica, estima que a nova tecnologia exigirá uma disponibilidade de cabos dez vezes superior à utilizada no padrão 4G.
O vice-presidente de telecom da Prysmian, Marcelo Andrade, disse ao Valor que, além do salto na velocidade de conexão, o 5G conta com uma arquitetura de rede diferenciada, que leva a fibra óptica para mais perto dos usuários finais e exige a instalação de um maior de pequenas antenas que precisarão ser incorporadas à paisagem urbanística das cidades.
Andrade explicou que, com o 5G, é esperado que cada central de transmissão onde são instaladas as antenas se torne um pequeno datacenter. Esta mudança é parte da engenharia que encurta o caminho da informação dentro da rede, que não precisará mais ir até o data center regional mantido pela operadora. Serão centenas ou milhares espalhados pela cidade, o que também garante maior eficiência às informações salvas na rede através de sistemas de computação em nuvem.