A Netflix registrou uma queda de 3% em usuários ativos mensais (MAUs) no mercado brasileiro em maio de 2023, comparado com um ano antes. Esses e outros dados foram obtidos com exclusividade pelo Mobile Time junto à Sensor Tower. A ideia é analisar o impacto da cobrança por compartilhamento de senha que o serviço de streaming lançou no último mês, além dos efeitos nos demais apps do setor.
Entenda
Após apresentar seu primeiro recuo na entrada de novos usuários em fevereiro de 2021, a Netflix fez um cálculo que a ativação de um serviço pago de compartilhamento de senhas poderia render à empresa US$ 1,6 bilhão. Apenas nos EUA, a companhia estima que 100 milhões de casas compartilham sua senha da Netflix. Lançado globalmente neste mês de maio, após testes em alguns mercados, o novo modelo de negócio do serviço de vídeo exige dos seus assinantes:
- Definir o local principal de acesso da sua conta;
- Gerenciar acesso à conta e dispositivos;
- Controlar quem tem acesso e quem não tem à sua conta.
No Brasil, o valor adicional mensal do serviço é R$ 13, cobrado além da assinatura, que começa em R$ 19 com anúncios e qualidade de vídeo de 1080p (média). A mensalidade mais cara custa R$ 56 por mês, em um plano sem publicidade entre os vídeos e com qualidade alta (4K e HDR).
Rivais no MAU
Os competidores da Netflix estão na contramão e seguem em crescimento. O principal destaque é o Star+ da Disney, que subiu em 60% o volume de MAUs. “O Star+ tem se beneficiado fortemente com a transmissão esportiva ao vivo (da ESPN), como os direitos exclusivos da English Premier League na América Latina”, escreveu Abe Yousef, senior insights analyst da firma de inteligência de mercado.
Também apareceram em alta em MAUs HBO Max (33%) e Globoplay (15%), em comparação com maio de 2022.