Brasil lidera desempenho de 5G na América Latina, aponta Ookla

O Brasil aparece como um dos mercados mais avançados de 5G da América Latina, tanto em desempenho quanto em adoção da tecnologia, segundo o relatório 5G in Latin America: Pockets of Progress, da Ookla. O estudo aponta que o país combina altas velocidades médias com uma proporção crescente de usuários efetivamente conectados ao 5G no dia a dia.

De acordo com o relatório, o Brasil registrou velocidade mediana de download em 5G acima de 430 Mbps, uma das mais altas da região, resultado associado principalmente ao uso mais amplo da faixa de 3,5 GHz, que oferece maior capacidade e melhor desempenho do que bandas mais baixas .

Além do desempenho técnico, o Brasil também se destaca na adoção prática do 5G. Cerca de 38% dos usuários móveis passam a maior parte do tempo conectados à rede de quinta geração, indicador que mede não apenas cobertura, mas a efetiva preferência e disponibilidade da tecnologia. 

O estudo também aponta que o Brasil começa a avançar para estágios mais maduros do 5G. Embora a maior parte das conexões ainda seja baseada em redes não-standalone, já há presença comercial de 5G Standalone, ainda com participação limitada, mas relevante como sinal de preparação para aplicações que exigem menor latência, como redes privadas e acesso fixo sem fio (FWA).

Com esse resultado, o país ocupa a terceira posição na América Latina, atrás apenas de Porto Rico e Uruguai, que apresentam percentuais ainda mais elevados.

Comparativo regional

Na comparação regional, o relatório mostra que Porto Rico lidera esse indicador, com mais de 60% do tempo dos usuários em 5G, seguido pelo Uruguai, onde esse percentual supera 50%. A Ookla observa que esses mercados menores se beneficiam de lançamentos mais concentrados e cobertura mais homogênea, o que acelera a adoção da nova tecnologia.

Em outros grandes mercados latino-americanos, o avanço do 5G ocorre de forma mais gradual. Países como México, Argentina e Colômbia apresentam velocidades e níveis de adoção um pouco mais baixos, reflexo, segundo a Ookla, de menor disponibilidade de espectro em faixas médias e de uma expansão ainda concentrada em em suas capitais.

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O relatório conclui que a América Latina avança em “bolsões de progresso”, com diferenças significativas entre países