domingo, enero 29, 2023
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Brasil | Judiciário tenta estratégia nacional de cibersegurança, mas falhas dos usuários foram escancaradas

Convergência Digital – Luís Osvaldo Grossmann

A pandemia de Covid-19 expôs a principal fragilidade das medidas de segurança cibernética: a preparação, ou a falta dela, nos usuários em geral. Como discutido durante a 9ª edição do e-Fórum TIC na Justiça, os próprios episódios de ataques que paralisaram o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul têm aí seu ponto em comum, pois as brechas vieram com falhas humanas. 

“Com a pandemia, isso se tornou exponencial. A gente tinha um ‘castelinho’ em cada tribunal. Veio a pandemia e se passou a trabalhar de qualquer lugar. Tinha um perímetro que era o tribunal, e agora não tem mais. O perímetro é onde o usuário está. Em casa, um cybercafé. Isso exige garantir segurança em qualquer lugar. E significa que o usuário ganhou muita relevância”, diz o chefe de gabinete da Assessoria Geral de Inovações de Governança de TIC do TJRJ, Ivan Lindenberg Junior, membro do Comitê de Segurança Cibernética do Judiciário, criado pelo Conselho Nacional de Justiça.

“Além do desafio tecnológico de prover a segurança, tem o fator humano. Tem a cultura. Um usuário consciente é capaz de suprir até a falta de uma tecnologia mais moderna. Todos os ataques que aconteceram foram através de um usuário que talvez não estava bem consciente e fez algo inadvertidamente. Quando todos os usuários estiverem conscientes. A possibilidade de um evento, como através de um email, é muito menor”, reforça Lindenberg Junior.

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