Brasil e Europa vão cooperar em lítio, minerais e terras raras
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, que o Brasil e a União Europeia estão próximos de uma cooperação sobre matérias-primas e minerais estratégicos, como lítio e terras raras, considerados essenciais para a transição energética limpa e a transição digital global. A declaração foi feita durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no contexto do acordo Mercosul–UE, que será assinado amanhã (17) no Paraguai.
Lula será o único líder de estado que não estará presente em Assunção e será representado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Durante o encontro com Von der Leyen, Lula declarou que o acordo é bom para o multilateralismo e afirmou que “fará história” ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB de mais de US$ 22 trilhões.
Lítio: o ouro branco da geopolítica e da tecnologia energética
No Brasil, os mercados de eletroeletrônicos e serviços digitais já vislumbram crescimento e diminuição de taxas de exportação. O acordo, que prevê uma série de cláusulas voltadas para estes setores, também dedica um capítulo específico para telecomunicações, passando por temas como roaming internacional, concorrência e espectro.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, agradeceu a Lula pelo esforço nas negociações e enfatizou que “entre nossas regiões e nossos povos, o melhor ainda está por vir”.
Lula se empenhou diretamente para destravar o acordo junto a lideranças europeias. Em visita ao presidente da França, Emmanuel Macron, no ano passado, o presidente brasileiro foi homenageado pela inclusão do termo “multilateralismo” no dicionário francês, episódio que citou como símbolo da centralidade do tema em sua atuação diplomática e nas negociações com a União Europeia.
Ao ser firmado, o acordo passa a valer provisoriamente até que seja chancelado pelos parlamentos de todos os países de ambos blocos, justamente a França, contudo, ainda se opõe.