Em que pese uma discussão de caráter global na qual as operadoras de telecomunicações pressionam por uma divisão de custos com as grandes empresas da internet, uma solução para esse impasse seria alcançada caso houvesse espaço de negociação entre esses atores. No caso do Brasil, defende o presidente da Claro, José Félix, o único fator que impede um entendimento é a neutralidade de rede.
“Toda essa questão inicia na neutralidade de rede. A neutralidade de rede veio pelo receio grande de radiodifusores e de empresas de telecom em geral, para proteção contra grandes empresas detentoras de rede, uma proteção no sentido de não serem cobradas. Com o tempo, isso foi superado. Mas não se revisou essa questão. Ela trouxe uma coisa boa, porque propiciou o surgimento de tudo que temos hoje. Mas gerou distorções. E uma distorção é não podemos ter relação comercial com essas empresas apelidadas de ‘big techs’. Se houvesse liberdade para sentar e negociar com essas empresas algum tipo de acordo comercial, teríamos uma relação mais justa do que temos hoje”, afirmou Félix ao abrir nesta quarta, 14/6, o Painel Telebrasil Innovation, em São Paulo.