Brasil | Cirurgias feitas por robôs são limitadas por custo ainda alto

Valor – Carlos Vasconcellos

O uso de robôs em cirurgias, algumas de alta complexidade, tem se tornado cada vez mais comum no país. Entre os benefícios proporcionados pela robótica estão a redução no trauma cirúrgico, maior precisão nos procedimentos e uma recuperação mais rápida dos pacientes, com menor tempo de internação. Segundo Sérgio Alonso Araújo, diretor médico do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, a demanda pela cirurgia robótica tem crescido.

A Rede Einstein conta hoje com oito equipamentos em seu parque robótico, cinco para uso clínico, e já realizou mais de 13 mil procedimentos cirúrgicos utilizando essa técnica. “O público começa a conhecer a técnica e muitos pacientes chegam querendo saber se a cirurgia será executada com robôs”, afirma Araújo. Para ele, no futuro, a maioria das cirurgias será robótica. “Há mais padronização nos procedimentos e você reduz a variabilidade nas cirurgias, aumentando a segurança dos pacientes.”

Com hospitais em São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro, a Rede Santa Catarina já realizou mais de 2,7 mil cirurgias robóticas, desde 2018. Alline Cezarani, CEO da companhia, explica que vem sendo usada em procedimentos de cirurgia torácica avançada e em procedimentos abdominais, ginecológicos e urológicos. “Também temos realizado operações cardiológicas e de cabeça e pescoço”, diz.

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