Tele.síntese – Rafael Bucco
A 5G terá um efeito multiplicador sobre a economia, alegam diferentes estudos de fabricantes, de consultorias e do governo. Mas, na prática, que empresas vão se beneficiar indiretamente da chegada da infraestrutura do 5G? Aquelas que fazem hardware computacional são fortes candidatas.
Ao menos essa é a aposta de Silvio Campos, CEO da Positivo Servers & Solutions, empresa que produz servidores para data centers da Positivo Tecnologia. A unidade conta com sua capacidade de fazer equipamentos em três plantas – duas em Ilhéus, na Bahia, e outra em Manaus, no Amazonas – beneficiadas por descontos tributários obtidos por meio da adequação ao processo produtivo básico (PPB) para competir na área.
Poder de fogo, a empresa tem. Gerou receita de R$ 238 milhões em 2020, um crescimento de 29% em relação a 2019, graças à digitalização forçada pela pandemia de covid-19, que levou a distanciamento social e aumento do trabalho remoto. Para este ano, o crescimento seguirá forte, em dois dígitos, diz o executivo. A empresa tem 11% de market share em servidores e concorre com grandes competidores globais como Dell e HP. A participação de mercado em servidores de alto valor (acima de US$ 25 mil) é ainda maior: 40%.