Apenas 26% das empresas no Brasil estão prontas para se defender contra ameaças de cibersegurança, aponta Cisco

Apenas 26% das organizações no Brasil estão preparadas para enfrentar os riscos de cibersegurança atuais, de acordo com o primeiro Cybersecurity Readiness Index (Índice de Preparação para a Cibersegurança) da Cisco. O índice foi desenvolvido nesse contexto de um mundo híbrido pós-pandemia da Covid-19, em que usuários e dados precisam ser protegidos onde quer que o trabalho seja realizado. O relatório destaca em quais áreas as empresas estão indo bem e em quais as defasagens de preparação para a segurança cibernética aumentarão se os líderes globais de negócios e segurança não agirem.

As empresas passaram de um modelo operacional amplamente estático — em que as pessoas se conectavam a partir de dispositivos individuais em um local, conectando-se a uma rede estática — para um mundo híbrido no qual trabalham cada vez mais de vários dispositivos em diferentes localidades, conectam-se a várias redes, acessam aplicativos na nuvem e geram uma enorme quantidade de dados. Isso apresenta novos desafios de segurança digital para as empresas.

Índice de Preparação para Cibersegurança: resiliência em um mundo híbrido

Intitulado Cisco Cybersecurity Readiness Index: Resilience in a Hybrid World (Índice de Preparação para Cibersegurança: resiliência em um mundo híbrido), o relatório mede o nível de preparação das empresas para manter a resiliência da segurança cibernética contra ameaças modernas. Essas medidas abrangem cinco pilares principais que formam um parâmetro para as defesas necessárias: identidade, dispositivos, rede, cargas de trabalho de aplicativos e dados, e abrangem 19 soluções diferentes dentro dos pilares.

Conduzida por uma empresa terceirizada independente, a pesquisa pediu a 6.700 líderes de segurança cibernética do setor privado, em 27 mercados, incluindo o Brasil, que indicassem quais dessas soluções tinham sido implantadas e o estágio de implantação. As empresas foram então classificadas em quatro estágios crescentes de preparação: BeginnerFormativeProgressive e Mature.

Principais resultados no Brasil

Enquanto apenas 26% das empresas estão no estágio maduro, 40% das companhias no Brasil se enquadram nos estágios Beginnner (5%) ou Formative (35%). Embora as companhias no Brasil estejam se saindo melhor que a média global (15% empresas no estágio maduro), o número ainda é muito baixo, dado os riscos.

A defasagem de preparo é reveladora, principalmente porque 66% dos entrevistados no Brasil afirmaram que um incidente de segurança cibernética pode interromper seus negócios nos próximos 12 a 24 meses. O custo de estar despreparado pode ser substancial, já que 49% dos entrevistados locais disseram ter sofrido um incidente de segurança cibernética nos últimos 12 meses e 32% dos afetados disseram que ele gerou um custo de pelo menos US$ 500 mil.

“A mudança para um mundo híbrido transformou substancialmente o cenário para as empresas e criou uma complexidade de segurança cibernética ainda maior. As organizações devem parar de abordar a defesa com uma combinação de ferramentas pontuais e, em vez disso, considerar plataformas integradas para obter resiliência de segurança e reduzir a complexidade”, disse Jeetu Patel, vice-presidente executivo e gerente geral de segurança e colaboração da Cisco. “Só assim as empresas poderão reduzir o gap de preparação em relação à cibersegurança.”

Os líderes empresariais devem estabelecer um parâmetro de “preparo” para os cinco pilares de segurança para criar organizações seguras e resilientes. Essa necessidade é especialmente essencial, visto que 93% dos entrevistados no Brasil planejam aumentar seus orçamentos de segurança em pelo menos 10% nos próximos 12 meses. Ao estabelecer um parâmetro, as empresas podem desenvolver seus pontos fortes e priorizar as áreas em que precisam de mais maturidade e melhorar sua resiliência.

“Os ataques cibernéticos estão cada vez mais sofisticados e para que as empresas estejam preparadas para enfrentar esse grande volume de ameaças, é de suma importância não só que o time de profissionais de segurança tenha experiência no manejo de soluções para garantir a conectividade e proteger as informações do negócio, como também a infraestrutura de rede esteja robusta com inovações de segurança escaláveis e integradas para preservar toda a força de trabalho em qualquer lugar”, ressalta Fernando Zamai, Líder de Cibersegurança da Cisco do Brasil.  

*Com assessoria de imprensa.