Anatel: Não tem como desligar internet do crime de forma remota

Convergencia Digital

As sucessivas denúncias de oferta de serviços de telecomunicações, notadamente de conexão internet, por facções criminosas acendeu sinal de alerta na Anatel. A agência discute medidas técnicas junto às secretarias de segurança pública e mesmo com o recém-criado grupo nacional de combate ao crime organizado, da Procuradoria Geral da República.

Mas como destaca o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, o poder do regulador de telecom na repressão ao crime é limitado. “Não temos como verificar a origem dos recursos. Se recebermos informações da que tais empresas estão relacionadas ao crime organizado, vamos tomar as medidas cabíveis sobre a outorga, mas isso não impede quem está na criminalidade de continuar delinquindo. Não existe uma solução remota para desligar a rede das operadoras.”

O problema não é novo mas vem ganhando destaque com o roubo de redes legítimas e o impedimento de equipes de empresas regulares acessarem equipamentos em áreas dominadas por facções criminosas. Na quarta, 12/3, a Polícia Civil do Ceará realizou a operação “Strike”, contra grupos criminosos que atacam empresas provedoras de internet no estado.

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