Anatel estuda o potencial de satélite direct to device em rodovias

São Paulo, SP.- Embora não seja uma novidade que o “Direct to Device” (D2D) possibilita a conectividade direta entre satélites e dispositivos móveis, essa é uma aposta do governo brasileiro como um projeto de ampliação do acesso à internet em todo o país, contou o gerente de espectro da Anatel, Rodrigo Gebrin, no evento Operadoras Inovadoras, que ocorre nestes dias 9 e 10 de abril.

Há um mês, o Conselho Diretor da Anatel aprovou o projeto de Sandbox Regulatório, que permitirá a autorização de uso temporário do espectro em faixas destinadas ao SMP (Serviço Móvel Pessoal) por até dois anos.

Gebrin explicou que a Anatel tem se debruçado em estudos com a possibilidade de utilizar essa tecnologia para cumprir obrigações de cobertura de rodovias estabelecidos no leilão 5G; boa parte atribuídos à Winity com a faixa de 700 MHz, a qual foi devolvida pela operadora.

“Imagine o que isso representa em redução de custos de implementação se for possível cumprir essas obrigações com satélite?”, questionou. “Sabemos que para isso a gente vai ter que trabalhar uma série de coisas, como por exemplo os critérios de cobertura e qualidade de serviço”, ressaltou. 

Tecnologia complementar

Segundo ele, a agência tem avaliado uma séria de parâmetros partindo do pressuposto que a qualidade do serviço satelital em comparação com a terrestre não é a mesma e que esse debate tem sido feito junto com as operadoras por intermédio da consulta pública de radiofrequências que servirá de parâmetro para as próximas licitações e designações de uso das faixas, sobretudo para o wi-fi 6E e o wi-fi 7.

Mas a adoção de satélite D2D enfrenta desafios significativos, como questões de segurança de dados, integração com infraestruturas existentes e modelos econômicos viáveis para todas as partes envolvidas. Para Gebrin, é preciso encarar essas possibilidades sob uma nova perspectiva para que se concretizem.

“Há diversas oportunidades em jogo e enfatizo a importância da complementaridade. Atualmente, estamos adotando um modelo complementar, onde uma operadora pode atender tanto a comunidade local quanto empresas, oferecendo uma variedade de serviços. Isso inclui desde a contratação de satélites para ampliar sua cobertura, até o desenvolvimento de redes privativas”, exemplificou.

Sobre este último, Rodrigo Gebrin destacou que a agência teve as expectativas frustradas. Os pedidos de uso do espectro disponível para redes privativas chegaram a apenas 26.

Quanto à abordagem complementar, ele explica que tanto em termos de serviços quanto de transversalidade, é essencial para alcançar o maior objetivo nacional no momento, que é garantir conectividade e reduzir a exclusão digital.

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