Anatel estuda antecipar cronograma de cobertura de rede em todos os municípios

Meta de levar cobertura 4G a todas as localidades até 2028 não é razoável, segundo a Agência

Em audiência pública no Senado nesta terça, 22, o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Carlos Baigorri, reconheceu que as demandas da população por conectividade são imediatas, enquanto os cronogramas de leilões podem não atender a essas expectativas.

“As operadoras têm a obrigação de levar a cobertura 4G a todos os municípios até 2028, mas sabemos que é difícil falar para o cidadão de um município pequeno que ele só terá internet em 2028. Ele tem que ter internet hoje”, afirmou.

“Estamos estudando com o Ministério das Comunicações, governo federal e com as operadoras como podemos antecipar o cronograma, mesmo que seja por algum aporte financeiro, até porque essa é uma meta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): que todos os distritos brasileiros tenham cobertura celular até 2026”.

O PAC destinará investimentos numa ordem de R$28 bilhões para conectividade nas escolas, unidades de saúde e modernização dos Correios. Só para a expansão das coberturas de rede 4G e 5G, serão R$18,5 bilhões.

Em relação à implantação do 5G, Baigorri trouxe números concretos: “Já existem 753 municípios cobertos e todos os distritos sede já têm contratados cobertura 5G standalone para ser aplicada até 2028, atingindo 138 milhões de brasileiros ou 64,7% da população do país.”

O planejamento de cobertura de rede da Anatel até o momento é disponibilizar 4G para todos os distritos sedes e não sedes, e 5G para toda sede de município.

Desafios da conectividade

Além das questões de cobertura física, o desafio da conectividade não está só em disponibilizar rede para todos os distritos, mas também está em educar as pessoas para seu uso de forma plena e segura.

Baigorri afirmou que ao observar dados de levantamentos do PNAD/IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quando as pessoas são perguntadas porque não possuem internet em suas casas, as principais respostas são porque não sabem utilizá-la ou não sabem para o quê serve.

“Um analfabeto não tem condições de fazer uma consulta no aplicativo ‘Meu INSS’, por exemplo; uma pessoa com necessidade especial esbarra em acessibilidade nos aplicativos e os idosos, não sentem segurança, temem utilizar aplicativos de bancos e ter seus dados roubados. O desafio de levar conectividade em grande medida já foi superado, agora é possibilitar que as populações mais vulneráveis possam utilizar o serviço”, declarou.

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