“A sociedade não vai abrir mão do conjunto de inovações que virão”: Edvaldo Santos, da Ericsson

Um jantar com representações digitais de pessoas que estão localizadas em lugares diferentes – ou seja, a telepresença – é uma situação que será possível no futuro, segundo a Ericsson. Para Edvaldo Santos, vice-presidente de pesquisa, desenvolvimento e inovação da empresa, é uma questão de tempo.

Ele explicou à DPL News que a Ericsson une esforços com os operadores de telecomunicações para desmistificar o significado do 5G. “A partir dessa desmistificação e da interpretação por parte da sociedade do poder de transformação dessa evolução tecnológica, a sociedade não vai abrir mão desse conjunto de inovações que virão”, disse.

Santos acredita que é uma via de mão dupla: a indústria é responsável pelo desenvolvimento de novas tecnologias, ao mesmo tempo em que a sociedade experimenta essas transformações e aumenta a demanda. “É uma coisa que virá de cima para baixo com o desenvolvimento tecnológico, mas também de baixo para cima com a sociedade abraçando tudo isso”.

Infraestrutura e potencial

Em termos de infraestrutura, o executivo diz que é preciso “muito pouco” para concretizar essas experiências multissensoriais. “Temos as capacidades de baixa latência e de alta capacidade das redes 5G que asseguram uma experiência do usuário fantástica, afirmou.

Ele mencionou o exemplo de um óculos conectado que, com o movimento das mãos, pode dar zoom nos objetos. “Você pode distribuir o que vê na lente do óculos para a tela da televisão e, se for seu desejo, compartilhar esse conteúdo em tempo real para centenas de milhares de pessoas simultaneamente”. Esse tipo de aplicação pode ser usado em aulas de medicina ou de tecnologia.

Santos também citou como o 5G pode apoiar a agricultura de precisão. “Imagine a seguinte situação: um drone tira uma foto de uma folha ou uma árvore na fazenda e, em tempo real, manda essa imagem para um banco de dados armazenado na Nuvem, que vai, por comparação e Inteligência Artificial, identificar se existe uma praga ou não naquela planta. Caso exista, o próprio dono pode pulverizar o defensivo agrícola no ponto da praga, ao invés de espalhar o defensivo agrícola em um perímetro gigantesco”, comentou.

Esse tipo de solução gera uma economia em escala de defensivos agrícolas, de água e outros recursos naturais.

Papel da Ericsson

O papel da Ericsson é, além de participar da padronização do 5G, como já foi feito, oferecer os diferenciais desenvolvidos após a aplicação da tecnologia.

Para Santos, a troca de conhecimento e as experimentações fazem surgir “outros diamantes”. “Quando a gente tem ciência disso, a gente troca experiências com operadores de telecomunicações e com diferentes indústrias para tornar esse diamante em uma prova de conceito ou em um produto acabado”, afirmou.

Em 2022, a Ericsson comemora 50 anos do início das pesquisas no Brasil. Atualmente, a empresa conta com 450 brasileiros na área que aproveitam as provas de conceito 5G para criar novos testes envolvendo Gêmeos Digitais, Realidade Virtual e Aumentada, por exemplo.

“A gente tem a esperança e a expectativa de que ao combinar esse tipo de tecnologia com a excelência do profissional brasileiro, nós desejamos e queremos muito estar nessa rota da telepresença”.

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