Teletime – Samuel Possebon
Se no mercado de uma maneira geral há um conjunto de incertezas envolvendo o leilão de 5G, especialmente sobre a viabilidade de um certame deste tamanho em 2020, por conta dos impactos da crise do Coronavírus, o setor de satélites soma ainda outras preocupações: como fazer o remanejamento dos serviços para o caso de a Anatel manter a proposta de vender a banda estendida da banda (3,625 GHz a 3,7 GHz).
O pedido do Sindisat, que representa as empresas do setor de satélites, foi um dos que embasou o adiamento por 15 dias do prazo de consulta do edital de 5G. Para Luiz Otávio Prates, presidente do Sindisat, a crise do Coronavírus é concreta e justifica o adiamento do processo de consulta, mas a preocupação das empresas vai muito além. “A gente está insistindo para que a Anatel aprofunde estudos e apresente a análise de impacto de incluir no leilão a banda C estendida, porque isso tem um grande efeito em todas as empresas e foi uma novidade que só apareceu na discussão em janeiro”, diz o presidente do sindicato.