Singtel chega ao Brasil com foco em multinacionais

A Singtel, grupo asiático de tecnologia de comunicações, anunciou a criação de uma operação no Brasil como parte de sua estratégia de expansão internacional voltada ao atendimento de empresas multinacionais e à demanda por infraestrutura digital avançada. A empresa prevê que o escritório local esteja operacional até o terceiro trimestre de 2026.

Segundo a companhia, a presença no país permitirá ampliar o suporte a clientes corporativos com operações na América Latina e reforçar a conectividade entre a região e a Ásia-Pacífico, onde a Singtel mantém sua principal base de infraestrutura. 

De acordo com o comunicado oficial, a nova operação brasileira deve atender tanto multinacionais já clientes da Singtel quanto empresas brasileiras com planos de expansão para a Ásia. A operadora afirma contar com mais de 400 pontos de presença globais e forte atuação em mercados da Ásia-Pacífico, o que, segundo a empresa, facilita a oferta de conectividade transfronteiriça e serviços digitais integrados.

A expansão também é apoiada pela Enterprise Singapore, agência governamental de desenvolvimento empresarial, que vê a iniciativa como parte do fortalecimento da presença global de companhias de Singapura.

A Singtel atua principalmente no segmento corporativo, com oferta de soluções como redes SD-WAN, serviços de acesso seguro, conectividade em nuvem e plataformas de orquestração de rede. 

Entre os destaques está a plataforma CUBΣ, baseada no modelo Network-as-a-Service, que integra conectividade, gestão de redes multicloud e recursos de segurança em um único ambiente digital. A empresa também promove ferramentas voltadas à adoção de IA por clientes corporativos, incluindo recursos de orquestração e automação de redes.

A Singtel atende setores como manufatura, logística, serviços financeiros e varejo, e posiciona sua atuação no Brasil como um passo para ampliar a oferta de redes seguras e de alto desempenho para operações multinacionais na região.

Executivos da Singtel também afirmaram que o Brasil vem registrando aumento da demanda por arquiteturas cloud-first, infraestrutura preparada para IA e conectividade de baixa latência, fatores que pesaram na decisão de estabelecer presença local.