A Apple registrou receita recorde de US$ 143,8 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2026, encerrado em 27 de dezembro de 2025; uma alta de 16% na comparação anual. O lucro líquido avançou 15,9%, para US$ 42,1 bilhões, enquanto o lucro diluído por ação cresceu 19%, atingindo US$ 2,84.
O principal motor do desempenho foi o iPhone, cuja receita saltou 23,4%, para US$ 85,3 bilhões, marcando o melhor trimestre da história do produto. Durante a teleconferência de resultados, o CEO Tim Cook afirmou que a demanda pelos smartphones foi “simplesmente impressionante”.
A China teve papel central no desempenho, com receita de US$ 25,5 bilhões, alta de 38,8% e o melhor trimestre de iPhone já registrado no país, impulsionado principalmente pela nova linha de iPhones 17, segundo Cook. Nas Américas, as vendas cresceram 11,8%, o que representa US$ 58,5 bilhões, enquanto a Europa avançou 12,4%, somando US$ 38,1 bilhões.
A área de Serviços também bateu recorde, com receita de US$ 30 bilhões, alta de 13,9%. Entre os dispositivos, o iPad avançou 6,3%, para US$ 8,6 bilhões, enquanto o Mac caiu 6,7% (US$ 8,4 bilhões) e a categoria de wearables, casa e acessórios também recuou 2,2%, para US$ 11,5 bilhões.
A margem bruta pode sofrer pressão no trimestre atual, segundo a companhia, devido ao aumento nos preços de memória. Ainda assim, a Apple projeta crescimento de 13% a 16% na receita total no período em curso.
No trimestre, a empresa gerou US$ 53,9 bilhões em caixa operacional e retornou quase US$ 32 bilhões aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações. O conselho aprovou dividendo de US$ 0,26 por ação, a ser pago em 12 de fevereiro.
Aquisição reforça estratégia em IA
Em paralelo aos resultados, a Apple confirmou a aquisição da startup israelense de inteligência artificial Q.ai. O valor da transação não foi divulgado.
A empresa era liderada por Aviad Maizels, que anteriormente vendeu a PrimeSense à Apple – tecnologia que deu origem a recursos como o Face ID. Segundo informações divulgadas à imprensa internacional, a Q.ai trabalhava com tecnologias ligadas a áudio e aprimoramento de comunicação, o que pode se conectar à evolução de produtos como os AirPods e às iniciativas de IA embarcada da companhia.
O movimento ocorre em um contexto de “pressão” do mercado à Apple para acelerar sua estratégia em inteligência artificial generativa, enquanto concorrentes como Google, Microsoft e Meta têm avançando rapidamente em recursos de IA.
Especialistas observaram que alguns recursos esperados, como melhorias robustas na assistente Siri (vista como peça central da estratégia de IA da empresa) foram adiados, enquanto concorrentes já introduziram recursos avançados em seus produtos e plataformas.